A falta de vacinas contra a Covid-19 para bebês e crianças tem gerado preocupação entre pais e responsáveis em Campinas. O problema atinge principalmente o público de seis meses a 4 anos e também crianças de 5 a 11 anos que fazem parte de grupos prioritários.
Conforme a Secretaria de Saúde, todos os 69 centros de saúde da cidade estão sem doses disponíveis para a faixa etária de seis meses a 4 anos. O sistema online da própria prefeitura confirma a indisponibilidade do imunizante, que também fica em falta para parte do público infantil mais velho.
Mães relatam dificuldade para vacinar filhos A escassez já impacta diretamente famílias. A bióloga Maiara Ferreira Terra relata que tenta vacinar o filho de seis meses existe através do menos três semanas, sem sucesso.
Segundo ela, a situação gera falta de segurança, principalmente porque a criança já frequenta creche e fica mais exposta a vírus respiratórios.
“Faz pelo menos três semanas desde que eu dei as vacinas de seis meses dele. Todo dia eu entro no site e aparece falando que não tem a vacina disponível em nenhum centro de saúde da região de Campinas.”
Casos e mortes por Covid-19 acendem alerta O cenário preocupa ainda mais diante dos números da doença no município. Entre janeiro e 29 de março de 2026, Campinas registrou 527 casos confirmados de Covid-19.
Desse total:
66 casos foram em crianças de 0 a 9 anos 40 casos em jovens de 10 a 19 anos No mesmo momento, foram registradas oito mortes, todas em pessoas com 60 anos ou mais.
Além do que, a vacinação também enfrenta falhas em parte dos cidadãos adulta: em 21 dos 69 centros de saúde, não existe doses disponíveis.
Especialista alerta para risco com atraso na vacinação O pediatra Wilfredo Santos explica que a vacina infantil tem dosagem específica e não pode ser substituída através da versão aplicada em adultos.
“A composição das vacinas de adultos e de crianças é a mesma composição, mas são doses diferentes. Então, as doses não podem ser fracionadas.”
Ele também alerta que o momento de outono e inverno aumenta a circulação de vírus respiratórios, o que eleva o risco de infecção.
“Abril e maio são a época do ano em que mais tem incidência das infecções pelos vírus respiratórios. Qualquer vacina que falte e não for aplicada no tempo correto expõe as crianças à possibilidade de se infectarem.”
Prefeitura cobra envio e aponta falta desde janeiro A Prefeitura Municipal de Campinas informou que o envio das vacinas é de responsabilidade do Ministério da Saúde. A última remessa para crianças foi recebida no mês de janeiro de 2026, com aproxamadamente 1.800 doses.
Desde então, novos pedidos foram feitos, mas o município ainda não havia sido atendido até o momento da apuração.
Estado estima nova remessa para a área A Secretaria Estadual de Saúde reforçou que a distribuição depende do governo federal, mas informou que uma nova entrega fica prevista.
O que se espera é de envio de:
34.014 doses para crianças menores de cinco anos 1.032 doses para crianças de 5 a 11 anos O lote será distribuído entre as 42 cidades da área de Campinas.
Direção aos pais A recomendação é que pais e responsáveis acompanhem a disponibilidade das vacinas pelos canais oficiais da prefeitura ou diretamente nas unidades de saúde, já que a distribuição pode trazer alguns dias depois de a chegada das doses.
Com informações de Portal CBN



