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“Um mundo que enfrenta desafios ambientais, sociais e urbanos cada vez mais evidentes, responsabilidade deixou de ser discurso e passou a ser critério”, aponta projeto sustentável presente no Campeonato Mundial de Endurance, no Autódromo de Interlagos.
No último final de semana, o Autódromo de Interlagos, na capital paulista, recebeu a etapa 6 Horas de São Paulo, do Campeonato Mundial de Endurance (FIA WEC). O acontecimento não só evidenciou a modernização do espaço para eventos automobilísticos como também exibiu que é capaz juntar características de um festival com exposições que visam a energia limpa e o enfrentamento ao aquecimento global.
Na área da Fun Zone, espaço dedicado ao entretenimento festivalesco, tinha presente o Futuroscópio, focado em consolidar a sustentabilidade e a educação ambiental. A estrutura consistia em fazer exposições, educar o público sobre a necessidade do tema, mesmo dentro de um acontecimento do automobilismo.
De acordo com o site do Futuroscópio, a “agenda de sustentabilidade, impacto social e legado da Rolex 6 Horas de São Paulo foi construída passo a passo, a partir de escolhas concretas, aprendizados de campo e da convicção de que grandes eventos precisam assumir, de forma estruturada, o impacto que geram”, explica a planejamento do projeto.
A planejamento do setor sustentável também ressalta que ignorar o tema não é uma opção e que em “um mundo que enfrenta desafios ambientais, sociais e urbanos cada vez mais evidentes, responsabilidade deixou de ser discurso e passou a ser critério”. Além do que, frisam que “a paixão pelo automobilismo e a responsabilidade ambiental podem, e devem, correr lado a lado”.
O enfrentamento às mudanças climáticas também fica presente nos patrocínios da corrida. Dos cinco parceiros globais da FIA WEC, um é focado em energia renovável, estando presente em diversas frentes, como baterias, energia eólica e solar.
O suporte a energia limpa também é valorizado pelos pilotos. Augusto Farfus, que participou desta edição no Autódromo de Interlagos, é embaixador da Solare, empresa que tem como foco oferecer investimentos do ramo de energia solar.
Em entrevista para a Solare no dia do acontecimento, o piloto de fábrica disse sobre a necessidade da sustentabilidade para o automobilismo. “Hoje em dia é muito importante, em todos os segmentos, tentar ser o mais ecológico possível, porque o planeta Terra precisa”, explicou.
Farfus também comentou que as placas solares e os hipercarros, que são modelos de alto desempenho que contam com motores híbridos ou elétricos, se tornaram alternativas para o ramo automobilístico conquistar espaço na frente sustentável e contribuir com o meio ambiente.
Para o piloto, a sustentabilidade é importante em toda a cadeia de produção dos carros de corrida. Por isso, escolheu ser embaixador do Grupo Solare, por encontrar valores e objetivos em comum, como a busca por um futuro com energia mais limpa e, ao mesmo tempo, propor benefícios aos clientes. “Não conhecia nada desse outro lado da energia solar. Eu sabia que tinha as placas solares, que economizam, mas é um lado super rentável, na questão de investimento”, falou.
No acontecimento também houve a exibição do Mission H24, protótipo de corrida movido a célula de combustível de hidrogênio. O carro foi desenvolvido para acelerar a integração da competição com o objetivo de emissão zero de CO2.
Em discurso, Pierre Fillon, Presidente da ACO, afirmou que “Durante as últimas 24 Horas de Le Mans, anunciamos – juntamente com a FIA – que os carros a hidrogênio poderão competir ao lado dos hipercarros a partir de 2030, tanto no WEC quanto nas 24 Horas de Le Mans. Já existe um plano para isso”.
O Autódromo de Interlagos, considerado palco global do automobilismo e de grandes apresentações, também passou por um momento de obras para modernizar a infraestrutura e ampliar a segurança dos visitantes e a evolução sustentável. Conforme a prefeitura de São Paulo, foram investidos aproxamadamente R$500 milhões.
Um dos eventos que tem como sede o autódromo municipal é o Grande Prêmio São Paulo de Fórmula 1 que, inclusive, também contribuiu para a modernização do local. Segundo Alan Adler, CEO do GP de São Paulo, em entrevista para a prefeitura, falou que foram instalados “mais de cem painéis, com produção de 7 mil KW/hora”. Conforme a notícia divulgada, a “expectativa é de que a usina promova uma redução de emissões em torno de 30% a 50%”.
Imagem: Propaganda
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Com informações de Revista Campinas



