Mandados foram cumpridos nesta terça
Em novo desdobramento das Operações Pronta Resposta e Off White, terça-feira agora (9-6), promotores de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento ao Crime Planejado (GAECO), com apoio do 1º Batalhão de Ações Especiais de Polícia (BAEP) de Campinas, da Corregedoria da Polícia Civil e da Corregedoria da Polícia Penal, deflagraram a Operação Infiltrados, que tem por objeto a apuração de novos focos de atuação das organizações criminosas, incluindo a corrupção de agentes públicos, a prática de extorsões, a violação de sigilo funcional, assim como a provável infiltração de membros da planejamento criminosa no próprio Ministério Público.
A Operação Pronta Resposta, deflagrada em 22 de agosto de 2025, teve por objeto a apuração da atuação de planejamento criminosa ligada ao PCC que, dentre outros crimes, estaria planejando um atentado contra a vida do promotor de Justiça do GAECO Amauri Silveira Filho. Ocorre que, no curso das investigações, o GAECO descobriu que, uma semana antes da deflagração da operação, um dos principais acusados, responsável direto através da execução do plano para matar o promotor, se agrupou com o chefe dos investigadores da Delegacia de Investigação Sobre Entorpecentes (DISE) de Campinas. No material confiscado através do GAECO, foram localizados vídeos que mostram o encontro feito entre os investigados, justamente às vésperas da deflagração da operação que viria a frustrar o suposto atentado contra o membro do Ministério Público. O GAECO investiga as informações privilegiadas e sensíveis que teriam sido repassadas ao bandido através do investigador de polícia.
Em outro foco investigativo, também decorrente das Operações Pronta Resposta e Off White, o GAECO descobriu que um dos principais membros da planejamento criminosa estava sendo vítima de extorsão, praticada por agente que se valia de informações privilegiadas. Com o aprofundamento do trabalho, o GAECO apurou que o responsável direto através da extorsão praticada contra o membro da planejamento criminosa seria um estagiário do próprio Ministério Público que, ao que tudo indica, meses antes, teria propositadamente se infiltrado em uma das Promotorias de Justiça Criminais de Campinas para fins bandidos. Utilizando os bancos de dados e sistemas de pesquisa e contando com o auxílio de outros agentes públicos, o estagiário teria conseguido reconhecer bandidos de alto poder econômico e, então, direcionado esforços para extorquir dinheiro em troca de suposta proteção nas investigações. Dentre esses outros agentes públicos, estariam um policial penal e um ex-policial civil, já expulso da Polícia Civil anos atrás através da prática do crime de extorsão mediante sequestro. Também foram colhidos elementos que apontam que os atos de extorsão teriam sido praticados com o uso de internet de um escritório de advocacia.
Nesta terça, foram cumpridos dez mandados de busca e apreensão e três de prisão temporária nos municípios de Campinas e Cardoso.
Por envolver suspeitos integrantes da Polícia Civil e da Polícia Penal, o cumprimento das ordens judiciais de busca e apreensão e de prisão expedidas através do Juízo de Garantias de Campinas levou o GAECO a contar não só com o suporte do 1º BAEP, mas também com o imprescindível apoio das Corregedorias da Polícia Civil e da Polícia Penal, assim como da Comissão de Prerrogativas da OAB, especificamente para as buscas em escritório de advocacia.
Fonte MPSP
Com informações de O Regional



