Concessionária Rota das Bandeiras registrou três incêndios nesta
terça-feira (17) e ultrapassou 500 ocorrências no ano, número
superior aos 12 meses de 2021, 2022 e 2023
Não adiantou. O pequeno volume de chuva registrado na segunda-feira (16) em municípios entre a Área Metropolitana de Campinas (RMC) e o Vale do Paraíba não amenizou a situação das queimadas às margens das pistas que compõem o Corredor Dom Pedro. Com três incêndios registrados na terça-feira (17), a Concessionária Rota das Bandeiras, empresa responsável através da gestão de 297 km de pistas, já
contabiliza 501 ocorrências no ano. A triste marca é superior ao verificado nos 12 meses dos últimos 3 anos. Em 2021, foram 453 incêndios; número que caiu para 408 em 2022 e 372 em todo o ano passado.
Apenas nos primeiros 17 dias de setembro, a Concessionária já atendeu a 59 incêndios em regiões verdes. O único dia do momento em que não existiu atendimento foi justamente na segunda-feira. Até então, eram 18 dias consecutivos de queimadas, desde o último 29 de agosto.
Apesar do fogo espontâneo provocado por motivo das condições climáticas, muitas ocorrências têm começo por ações humanas, como o arremesso de bitucas de cigarro por motoristas, a queima de lixo e de terrenos baldios para limpeza e o descarte de materiais, como latas de alumínio. Coordenador de Operações da Rota das Bandeiras, Murilo Perez ressalta que a conscientização do povo lindeira às pistas é essencial para diminuir o número de ocorrências.
“Grande parte destes incêndios ocorre em áreas urbanas, como o trecho da D. Pedro I (SP-065), em Campinas. Infelizmente, ainda é comum esta prática de queima de lixo e de terrenos desocupados. Neste período do ano, a ação se torna ainda mais perigosa, pois é corriqueiro que pequenos focos se alastrem e fujam do controle. Além de toda questão da saúde que a fumaça pode provocar, há um risco de segurança viária para quem trafega nas rodovias. Por isso, temos intensificado campanhas de conscientização com a população”.
A maioria dos incêndios ocorre no final da tarde, depois de o dia de intenso calor, o que prejudica ainda mais a visibilidade dos motoristas. O fogo também provoca o afugentamento de animais, que podem invadir a pista e provocar acidentes.
A Operação SP Sem Fogo, do governo do Estado, fica em fase vermelha desde o começo de junho, quando passam a ser priorizadas as ações de enfrentamento e de fiscalização repressiva, além do reforço nas estratégias de comunicação e campanhas. Neste momento, a conscientização dos usuários se torna ainda mais importante para impedir o começo das queimadas.
A Rota das Bandeiras posiciona caminhões-pipa em pontos estratégicos da malha viária. Além do que, os veículos de inspeção, que percorrem o Corredor Dom Pedro de forma ininterrupta, possuem abafadores para o enfrentamento de pequenas chamas. Em eventos de grandes proporções, a Concessionária conta com apoio do Corpo de Bombeiros.
Para alertar os motoristas sobre os pontos com queimadas, a Concessionária dispõe de painéis de mensagem variável (PMV) nas pistas e faz a sinalização dos locais com homens-bandeira.
Orientações ao motorista ao se deparar com a fumaça na via:
Reduza a velocidade.
Aumente a distância para o veículo à frente.
Ultrapasse a cortina de fumaça mantendo a velocidade ininterrupto.
Não ligue o pisca alerta. Ele só deve ser usado se o veículo
parar na via.
Nunca pare em uma faixa de rolamento.
Acione a Concessionária responsável através do segmento. O atendimento da Rota
das Bandeiras é feito por intermédio do 0800 770 8070.
Se tiver um prejuízo muito grande à visibilidade, pare em um local
seguro, como postos de serviço e bases de atendimento.
Com informações de O Regional


