Na programação do “Agosto Dourado” 2024 estão palestras, depoimentos de mães, rodas de conversas com mães exclusivas (que doam o leite para o próprio bebê), decoração das unidades de internação com balões e frases de incentivo ao aleitamento, música e café da manhã para as mães e colaboradores. As atividades ocorrerão a começar de 1º de agosto. O “Dourado”, para o mês de agosto, instituído por lei no Brasil em 2017, representa a simbologia do leite materno, considerado de “ouro” para os bebês por ser o único alimento completo para nutri-los.
O Hospital Maternidade de Campinas (HMC) preparou várias ações para chamar a atenção sobre a necessidade do aleitamento e da doação do leite materno, aproveitando o “Agosto Dourado”. O mês foi escolhido através da Planejamento Mundial de Saúde para simbolizar a luta através do incentivo à amamentação. As comemorações, na Maternidade de Campinas, estão concentradas no dia 2 de agosto. “No leite materno são encontrados diversos componentes imunológicos, sendo, portanto, o alimento mais natural e seguro para a criança no início da vida. Amamentar é essencial para o crescimento e o desenvolvimento infantil adequados. Também traz benefícios para a saúde física e psíquica da mãe e do bebê”, explica a gerente de enfermagem do Banco de Leite Humano do HMC, Larissa Bueno Pimentel Sabetta Techio.
Os bebês até seis meses de idade precisam ser alimentados apenas com leite materno. Não precisam de chás, sucos, de outros leites e, nem mesmo, de água. Depois de essa idade, deve ser incluída alimentação complementar apropriada, embora a amamentação deva continuar até o segundo ano de vida da criança, ou mais. Com as ações do “Agosto Dourado”, a Aliança Mundial para Ação de Aleitamento Materno (WABA, em inglês), além da conscientização das mães sobre a amamentação, também preconiza: informar sobre as perspectivas dos pais trabalhadores com relação à amamentação e paternidade; fundamentar a licença remunerada e o suporte no local de trabalho como ferramentas importantes para melhorar a amamentação; envolver as pessoas e as organizações para melhorar a colaboração e o suporte à amamentação no trabalho; e conscientizar sobre ações de melhoria das condições de trabalho e apoio relevante ao aleitamento materno.
Durante todo o mês, as unidades de internação estarão decoradas com balões e frases de incentivo ao aleitamento. Haverá, ainda, café da tarde para as mães e colaboradores, música, depoimentos e rodas de conversas com mães exclusivas (que doam o leite para o próprio bebê). No dia 2 de agosto, no auditório do HMC, está prevista uma ampla programação: às 14h, na abertura, apresentação do grupo Mamamia; das 14h20 às 15h, palestra com a enfermeira especialista em neonatologia e pediatria Juliana Almeida Coco sobre o tema “Amamentação: apoie em todas as situações – como manter a produção de leite durante o período de internação do bebê prematuro”; das 15h às 15h40, palestra com a Dra. Bárbara de Oliveira Pereira Lima, neonatologista e consultora de amamentação sobre o tema “Os desafios da amamentação em situações especiais”; às 15h40, depoimentos das mães sobre suas experiências com a amamentação e, às 16h, coffee de encerramento. No Brasil, desde 2017, está definido por lei que as ações do “Agosto Dourado” precisam durar o mês inteiro. O “dourado” representa a simbologia do leite materno, considerado alimento “ouro” para os bebês por ser o único completo para nutri-los por, no mínimo, seis meses de vida de forma exclusiva, e até dois anos – complementado com outros alimentos.
Baixo estoque do BLH
O Hospital Maternidade de Campinas também está em campanha permanente para que as mães que amamentam doem o excedente para o Banco de Leite Humano mantido através da instituição. O objetivo é preservar a saúde dos bebês internados na Unidade Neonatal (UTI – Unidade de Terapia Intensiva – e UCI – Unidade de Cuidados Especiais). No mês atual, o estoque é de 68 litros, quando o ideal seriam 200 litros, em média, para preservar certa tranquilidade no atendimento à demanda dos bebês internados. Cada litro doado pode alimentar até 10 recém-nascidos diariamente. Conforme o Unicef (dados de 2019), somente 40% das crianças no mundo recebem amamentação exclusiva no começo da vida. Por isso, até 2025, a Planejamento Mundial da Saúde pretende preservar que através do menos a metade de todas as crianças no mundo sejam alimentadas exclusivamente com leite materno durante os seus seis primeiros meses de vida.
Importância da amamentação
O leite materno é o melhor alimento que um bebê pode ter. É de fácil digestão e promove um melhor crescimento e desenvolvimento, além de proteger contra doenças. Mesmo em ambientes quentes e secos, o leite materno supre as necessidades de líquido de um bebê. Água e outras bebidas não são necessárias até o sexto mês de vida. Dar ao bebê outro alimento, que não o leite materno, aumenta o risco de diarreia ou outras doenças.
Vantagens da amamentação materna
Amamentar os bebês imediatamente depois de o nascimento pode diminuir a mortalidade neonatal – aquela que ocorre até o 28º dia de vida.
O aleitamento materno protege bebês e crianças pequenas de doenças perigosas. O leite materno é a primeira “vacina” do bebê.
O aleitamento materno na primeira hora de vida é importante tanto para o bebê quanto para a mãe, pois auxilia nas contrações uterinas, diminuindo o risco de hemorragia. E, além das questões de saúde, a amamentação fortalece o vínculo afetivo entre mãe e filho.
Bebês que são amamentados ficam menos doentes e são mais bem nutridos do que aqueles que ingerem qualquer outro tipo de alimento.
Quase todas as mães conseguem amamentar com sucesso. Aquelas que não têm confiança para amamentar podem pedir apoio nas maternidades.
Com início dos seis meses, os bebês precisam de uma alimentação variada, mas o aleitamento materno deve continuar até o segundo ano de vida da criança – ou mais. O leite materno continua sendo uma importante fonte de energia, proteína e outros nutrientes, como a vitamina A e o ferro. O leite materno ajuda a prevenir doenças enquanto for consumido.
Amamentação é um direito garantido por lei. É uma prerrogativa de todas as mães amamentar os seus filhos. No trabalho, em casa e até quando estão privadas de liberdade, elas podem e precisam alimentar seus filhos no peito. O aleitamento materno é também um direito da criança. De acordo com o artigo 9º do Estatuto da Criança e do Adolescente, é dever do governo, das instituições e dos empregadores preservar condições propícias ao aleitamento materno.
Fonte: Oregional.net


