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Designi planeja recursos de inteligência artificial para imagens, vídeos e áudios em um novo ambiente, acompanhando mudanças no fluxo de trabalho de designers e criadores de conteúdo.
Um projeto visual que antes começava com pesquisa, rascunho e montagem manual agora pode incluir comandos de texto, geração de referências, remoção de elementos e criação de variações. A inteligência artificial passa a fazer parte de diferentes momentos do trabalho, mas cada etapa ainda costuma ocorrer em uma ferramenta distinta.
Essa fragmentação cria um novo desafio para designers e produtores de conteúdo. Além de dominar conceitos de composição, tipografia, cor e identidade visual, o profissional precisa reconhecer qual sistema atende melhor a cada tarefa e organizar os arquivos gerados durante o processo.
A mudança influencia o desenvolvimento de plataformas voltadas à criação. O Designi fica estruturando o Designi Studio, uma área que pretende unir recursos de inteligência artificial para imagens, vídeos e áudios. A proposta é organizar as ferramentas conforme com o tipo de material que o usuário deseja produzir.
O ambiente estima módulos para geração e edição de imagens, criação de arquivos com fundo transparente, elaboração de elementos tridimensionais, produção de texturas e utilização de modelos destinados a conteúdo audiovisual. Os recursos são distribuídos em categorias para impedir que funções com objetivos diferentes sejam apresentadas em uma única tela.
A incorporação dessas tecnologias acompanha uma transformação que não fica restrita ao setor de design. No relatório Future of Jobs 2025, o Fórum Econômico Mundial informa que 86% dos empregadores que participam esperam que a inteligência artificial e as tecnologias de processamento de informações provoquem mudanças em seus negócios até 2030. O estudo reúne respostas de mais de mil empresas de 55 economias.
“Há uma diferença entre produzir uma imagem e concluir uma peça gráfica. A IA pode acelerar algumas etapas, mas ainda existe um trabalho de escolha, combinação e revisão que depende do profissional. O Studio está sendo organizado a partir dessa rotina”, afirma Jhones Marcos, fundador do Designi.
A geração automática de um elemento visual não termina o processo de criação. Arquivos produzidos por inteligência artificial ainda podem exigir correções de proporção, tratamento de cores, recortes, ajustes tipográficos e adaptação para diferentes formatos de publicação. Também cabe ao profissional avaliar se o resultado corresponde ao contexto e à identidade do projeto.
Por esse motivo, a tendência observada no desenvolvimento dessas plataformas é a combinação entre automação e edição. Ao invés de concentrar o trabalho unicamente na geração de uma imagem, os novos ambientes procuram conectar a criação inicial às etapas posteriores de refinamento e aplicação.
O Designi Studio fica sendo desenvolvido de forma gradual, com a planejamento de diferentes modalidades de inteligência artificial dentro da plataforma. A estrutura conseguirá receber novos recursos conforme os modelos de geração e edição avançam e passam a atender outras etapas da produção visual.
Imagem: Difusão
Mais em: Designi Studio e DINO
Com informações de Revista Campinas



