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Exibição mostra como minerais, fósseis e artefatos arqueológicos ajudam a revelar a história do planeta.
Da pesquisa mineral aos museus, os materiais vistos no subsolo ajudam a ampliar o conhecimento sobre a Terra. Minerais, fósseis e meteoritos são alguns dos elementos que fazem parte a exibição “Conhecendo a Terra em Três Atos”, do Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB), que convida o público a conhecer diferentes momentos da formação e da evolução do planeta.
“Como a mineração frequentemente expõe muitas camadas de rochas sedimentares, a atividade acaba revelando fósseis que, de outra forma, ficariam ocultos”, explica a coordenadora do museu, a paleontóloga Flávia Fialho.
A mineração também desempenha um papel importante para a ciência ao expor essas camadas de rochas. “Nesses casos, ocorre o chamado salvamento paleontológico, atividade realizada em cooperação entre paleontólogos e profissionais da mineração para identificar, resgatar e preservar materiais de valor científico”, complementa.
Para Flávia, a exibição conduz o público por uma imersão na história do planeta. No primeiro ato, os visitantes conhecem a origem da Terra e do Sistema Solar por intermédio dos meteoritos. No segundo, entram em cena a paleontologia e a arqueologia. Já o terceiro ato apresenta rochas, minerais, elementos químicos e processos geológicos.
A proposta é transformar temas científicos complicados em experiências acessíveis para estudantes, pesquisadores e visitantes de diferentes faixas etárias.
O Museu de Geociências existe desde a década de 1970. Sua história iniciou com as amostras usadas por professores em atividades de ensino e pesquisa e ganhou impulso depois de a descoberta do Meteorito de Santa Luzia, visto em 1972 por um professor durante uma saída de campo. A peça é o oitavo maior meteorito já visto no Brasil.
No decorrer dos anos, o museu incorporou diversas coleções de rochas, minerais, meteoritos e gemas, muitas delas trazidas por professores durante trabalhos de campo e viagens acadêmicas.
Flávia Fialho também foi uma das responsáveis através da criação da exibição “Conhecendo a Terra em Três Atos”.
“Quando cheguei ao museu, percebi que a paleontologia estava um pouco deixada de lado. Nós temos disciplinas, professores e alunos interessados na área, então quis criar uma exposição que contemplasse todo o acervo”, relata.
As idades do planeta Terra
Um dos principais atrativos do museu é a exibição baseada na tabela cronoestratigráfica, ferramenta usada para organizar os acontecimentos da história geológica da Terra.
O recurso apresenta, de forma visual, os principais eventos ocorridos no decorrer dos por volta de 4,6 bilhões de anos de existência do planeta. O acervo também reúne ferramentas de pedra lascada e polida, pontas de flecha, raspadores, pilões e fragmentos cerâmicos produzidos por populações que viveram na área existe milhares de anos. Muitas dessas peças foram confeccionadas com rochas abundantes no Cerrado, como quartzito e quartzo.
Além de apresentar conceitos importantes da geologia, o museu explica a formação dos diferentes tipos de rochas, os processos de transformação geológica e as características dos minerais. Exposições sobre minerais conhecidos, como diamante e grafite, ajudam a apresentar como diferenças na estrutura interna dos materiais influenciam propriedades como dureza e resistência.
Para Flávia, essa integração demonstra como diferentes regiões do conhecimento se conectam na compreensão da história da Terra. “A gente recebe escolas para oficinas interativas sobre as temáticas que trabalhamos aqui. Então, o museu pode ser trabalhado em todas as disciplinas que você puder imaginar: química, matemática, física, biologia, geografia, tudo”, finaliza.
- Endereço: Universidade de Brasília, ICC – Campus Darcy Ribeiro, Asa Norte. Brasília – DF
- Horário de funcionamento: De segunda à sexta, das 07:00 às 19:00
Imagens: Propaganda – Imagem abertura, Museu de Geociências da Universidade de Brasília (UnB).
Mais em: Agência Nacional de Mineração e Agência.GOV
Imagem: Propaganda – Representação inspirada nas pinturas descobertas em Serranópolis/Goiás.
Imagem: Propaganda – Visita guiada com a paleontóloga Flávia Fialho.
Com informações de Revista Campinas



