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Economista orienta famílias sobre como presentear sem recorrer a crédito e aponta estratégias para equilibrar o orçamento em datas comemorativas que pressionam o bolso.
O Dia dos Pais, celebrado em 9 de agosto, deve movimentar R$ 29,7 bilhões no comércio e nos serviços em todo o país neste ano, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em colaboração com o SPC Brasil. A pesquisa aponta que 63% dos consumidores brasileiros pretendem comprar presentes para a data, com gasto médio previsto em R$ 286, e 36% dos entrevistados pretendem gastar mais do que em 2025.
Na Bahia, levantamento do Sistema Comércio BA, ligado à Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA), projeta vendas estáveis no mês de agosto, no mesmo patamar de 2025, resultado da inflação, dos juros altos e do endividamento das famílias. O estado soma mais de 5,19 milhões de consumidores negativados, com dívidas em aberto que ultrapassam R$ 23,2 bilhões, segundo o mapa mais recente da Serasa.
De acordo com o diretor financeiro do Cartão de TODOS, Ricardo de Almeida, o Dia dos Pais é programado através do desejo de retribuir tudo o que se recebe no decurso da vida, mas a apresentação de carinho não precisa comprometer as contas da família. “Com planejamento e escolhas conscientes, é possível celebrar de forma significativa, sem transformar o presente de agosto em uma preocupação para os meses seguintes”, afirma o economista.
Como presentear na data sem comprometer o orçamento familiar
- Planejamento vem antes da compra
O primeiro cuidado, segundo Ricardo de Almeida, é averiguar o orçamento antes de olhar para a vitrine. Para isso, o economista instrui:
Compreender quanto sobra depois de o pagamento das despesas essenciais, como alimentação, moradia, saúde, educação e transporte;
Definir um limite de gastos para o presente;
Pesquisar e comparar preços;
Organizar a compra com antecedência para impedir decisões por impulso.
- Os erros mais comuns na hora de presentear
Associar o valor do presente ao tamanho do carinho é um dos erros mais comuns e leva muitas pessoas a comprar por emoção, pressão social ou influência da publicidade, segundo o diretor financeiro.
Outros erros frequentes são observar exclusivamente o valor da cota e esquecer o preço total da compra, e deixar a escolha para a última hora, reduzindo o tempo de pesquisa e aumentando a oportunidade de pagar mais caro.
“O problema não está em presentear, mas em assumir um compromisso que vai continuar pesando no orçamento depois que a comemoração passar”, avalia o especialista.
- Quanto gastar sem comprometer o orçamento
Uma referência viável, segundo o economista, é destinar até 5% da renda mensal para presentes e comemorações, desde que o orçamento esteja equilibrado e não existam contas atrasadas ou dívidas com juros altos. O percentual pode oscilar conforme a realidade de cada família, e o economista instrui criar uma reserva mensal para as datas comemorativas no decurso do ano. “Guardar um pouco por mês torna a compra mais leve e evita retirar dinheiro de despesas essenciais ou da reserva de emergência”, explica Ricardo.
- Quando parcelar compensa e quando impedir o crédito
O parcelamento pode fazer sentido quando não existe cobrança de juros, as parcelas cabem com folga no orçamento e o consumidor preserva controle sobre os comprometimentos dos meses seguintes. Além de tudo, o diretor financeiro instrui comparar o preço à vista, no Pix e no crédito, já que o valor à vista costuma ser menor. “Limite disponível não significa dinheiro disponível”, resume Almeida.
- Alternativas para presentear sem gastar muito
Presentear no Dia dos Pais não exige necessariamente um gasto alto, segundo Ricardo de Almeida. Algumas alternativas são:
Preparar um almoço em casa;
Organizar um café da manhã;
Escrever uma carta;
Montar um álbum de fotos;
Reservar um tempo de qualidade com o pai;
Dividir o valor do presente entre irmãos ou outros familiares.
“O que permanece não é a etiqueta de preço, mas a memória construída e a sensação de ter vivido aquele momento junto”, diz o economista. Ainda para Ricardo, celebrar o Dia dos Pais com consciência significa apresentar afeto sem comprometer a tranquilidade da família. “Com organização, pesquisa e criatividade, é possível tornar a data especial e começar o mês seguinte com boas lembranças, não com novas dívidas. O melhor presente é aquele que emociona quem recebe e continua cabendo no bolso de quem oferece”, conclui.
Imagem: Propaganda
Mais em: Cartão de TODOS e DINO
Com informações de Revista Campinas



