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A campanha Julho Laranja agora faz parte do calendário oficial brasileiro e aproveita as férias escolares para incentivar a avaliação ortodôntica anual em crianças de 6 a 12 anos.
A Lei nº 15.424/2026, sancionada no começo de junho de 2026, institui a campanha Julho Laranja no calendário oficial do Brasil. A norma tem como objetivo desenvolver a realização de avaliação ortodôntica anual em crianças de 6 a 12 anos, aproveitando o recesso escolar para melhorar o acesso das famílias aos serviços de saúde bucal. A ação será desenvolvida em todo o território nacional, com o auxílio de propaganda nas redes públicas e privadas de saúde e de convênios entre entidades desses setores, conforme previsto no texto legal. A medida responde a levantamentos mostrados ao Senado que apontam que o desalinhamento dentário e as más oclusões já superam a incidência de cáries entre crianças brasileiras, condições associadas a problemas respiratórios, dificuldades cognitivas e impactos emocionais que podem afetar o desempenho escolar.
O projeto de lei, originado através do PL 2.888/2021, foi relatado através da senadora Damares Alves (Republicanos-DF), que destacou a necessidade da detecção precoce para o desenvolvimento físico e psicológico das crianças. De acordo com a relatora, o diagnóstico antecipado permite intervenções preventivas que contribuem para a saúde geral, reduzindo a ocorrência de apneia do sono e de situações de bullying relacionadas à estética dentária.
Julho Laranja usa férias escolares para conscientizar sobre ortodontia infantil
A odontopediatra Arlene Moris (CRO 62673) destaca que o momento de férias escolares concede uma janela estratégica para que as famílias levem as crianças ao consultório: “As férias são o tempo que a família tem para lembrar deste cuidado, levar a criança ao consultório e avaliar a necessidade de tratamento precoce”.
O Conselho Federal de Odontologia aconselha que a primeira consulta ortodôntica ocorra por volta dos sete anos, mesmo na ausência de queixas, para avaliar a dentição mista, fase em que dentes de leite e permanentes coexistem e os ossos faciais ainda estão em crescimento.
Julho Laranja 2026 mobiliza consultórios e educadores
Criada em 2019 através da ortodontista Cibele Albergaria, a campanha “Julho Laranja” passou a contar com apoio institucional depois de a aprovação da lei. O movimento, sob o lema “Cuidados precoces, sorrisos para toda a vida”, mobiliza odontopediatras, dentistas e educadores na distribuição de material informativo em consultórios, escolas e plataformas digitais.
Empresas do setor também participam da iniciativa. A Morelli, fabricante brasileira de produtos ortodônticos, disponibiliza gratuitamente um guia de saúde bucal infantil e materiais lúdicos, como dobraduras, adesivos e desenhos para colorir, reunidos em uma página dedicada à ortodontia preventiva, com o objetivo de melhorar a comunicação das orientações técnicas às famílias.
Com a lei em vigor, conselhos regionais de odontologia manifestaram apoio e reforçaram o papel dos cirurgiões-dentistas na difusão das informações. As expectativas das entidades odontológicas são de que a campanha amplie seu alcance nos próximos anos, sustentada pelos convênios entre poder público e iniciativa privada previstos na própria legislação.
Indicativos apontam que a criança precisa de ortodontia preventiva
Nem sempre o problema salta aos olhos, e a reconhecimento costuma partir da observação dos pais ou responsáveis no dia a dia. A mordida aberta, geralmente causada através do uso excessivo de chupeta, faz com que os dentes da frente não se encaixem e, além da estética, pode atrapalhar a fala. O ronco frequente pode ser indício de apneia do sono, quadro em que a criança não descansa, o que afeta o humor e o desempenho escolar. Já o bruxismo, o ranger de dentes na madrugada, pode parecer bobagem, mas desgasta os dentes de forma progressiva e ainda causa dores de cabeça e no maxilar.
Diante de qualquer um desses indícios, a direção do Julho Laranja é desfrutar o recesso escolar, encontrar um dentista próximo e agendar uma consulta para confirmar a necessidade do tratamento preventivo.
Imagem: Difusão
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Com informações de Revista Campinas


