Compartilhar
O avanço das metas de Escopo 3 colocou o RH no centro da agenda ESG corporativa. Temas como mobilidade, trabalho híbrido e benefícios ligados ao deslocamento passaram a impactar diretamente indicadores climáticos das empresas. A Ecomilhas age na gestão auditável de emissões de commuting corporativo, transformando deslocamentos em dados rastreáveis para relatórios ESG e campanhas de engajamento.
Durante muito tempo, a agenda climática corporativa esteve concentrada nas regiões de sustentabilidade, meio ambiente e relações institucionais. O RH aparecia, na maior parte das vezes, somente como apoio operacional para campanhas internas ou ações pontuais de conscientização. Mas uma mudança silenciosa iniciou a alterar essa dinâmica dentro das empresas: parte relevante das metas ESG agora depende diretamente de comportamento humano.
E isso colocou as regiões de People & Culture no centro da discussão climática corporativa.
O movimento realiza-se principalmente por motivo do avanço das metas relacionadas ao Escopo 3 — categoria que engloba emissões indiretas geradas no decurso da cadeia de valor das empresas. Entre elas, uma das mais complicadas é justamente o deslocamento diário de colaboradores, conhecido internacionalmente como employee commuting.
De acordo com o GHG Protocol, as emissões relacionadas ao transporte casa-trabalho fazem parte da Categoria 7 do Escopo 3 e dependem diretamente de hábitos individuais, políticas corporativas, localização dos escritórios, modelo híbrido de trabalho e incentivos proporcionados através da empresa. Diferentemente de emissões industriais ou energéticas, que poderão ser reduzidas com mudanças estruturais ou tecnológicas, o commuting depende de adesão humana contínua.
Na prática, isso significa que indicadores climáticos passaram a depender diretamente de decisões tradicionalmente geridas através do RH.
Quando uma empresa define política híbrida, revisa vale-transporte, cria programas de mobilidade, altera frequência presencial ou incentiva determinados meios de deslocamento, ela não fica somente discutindo experiência do colaborador. Fica alterando indicadores ESG.
“O RH começou a assumir um papel climático sem que muitas empresas tenham percebido isso ainda”, afirma Lucas Nicoleti, CEO da Ecomilhas, climate tech brasileira que tem especialização em gestão auditável de emissões relacionadas ao deslocamento corporativo. “Quando a empresa discute mobilidade, flexibilidade, engajamento comportamental ou política híbrida, ela também está discutindo carbono”, completa.
O tema ganhou ainda mais relevância com o avanço das exigências relacionadas a disclosure ESG, em particular depois de a publicação das IFRS S1 e S2 e da Resolução CVM 193 no Brasil. À medida que relatórios climáticos passam a exigir dados mais rastreáveis, auditáveis e comparáveis, empresas iniciam a notar que não conseguem mais tratar employee commuting somente como estimativa anual consolidada em planilhas.
Isso porque as emissões relacionadas ao deslocamento corporativo mudam ininterruptamente. Um colaborador pode alternar entre carro, metrô, home office, bicicleta e aplicativos de transporte no decurso da mesma semana. Em ambientes híbridos, o comportamento se torna ainda mais dinâmico e difícil de prever.
Mesmo assim, muitas empresas ainda operam com levantamentos pontuais feitos uma vez por ano, normalmente baseados em formulários internos ou médias estimadas. O problema é que esse modelo começa a entrar em choque com o novo nível de exigência regulatória e de mercado relacionado à qualidade das informações ESG.
Ao mesmo tempo, cresce dentro das empresas a percepção de que sustentabilidade não pode mais funcionar isoladamente da experiência do colaborador.
Pesquisas recentes da Deloitte mostram que profissionais das gerações mais jovens valorizam cada hora mais coerência entre discurso ambiental e prática corporativa. Isso quer dizer que políticas de mobilidade, flexibilidade e benefícios ligados ao deslocamento deixam de ser somente temas operacionais e passam a influenciar employer branding, retenção e percepção de cultura organizacional.
Na prática, ESG começa a migrar do relatório para a rotina.
O deslocamento diário, que durante décadas foi cuidado somente como custo operacional ou logística de benefício corporativo, passa a ocupar espaço estratégico nas discussões sobre engajamento, qualidade de vida e sustentabilidade empresarial.
Isso também ajuda a explicar por que regiões de RH começaram a fazer parte mais de forma ativa de comitês ESG dentro de grandes empresas. O tema deixou de ser exclusivamente técnico ou ambiental. Agora envolve adesão humana, comportamento recorrente e construção de cultura organizacional.
“O employee commuting é um dos poucos indicadores climáticos que dependem diretamente de participação contínua das pessoas”, destaca Nicoleti. “Você não reduz esse tipo de emissão apenas criando meta corporativa. Você reduz quando transforma sustentabilidade em parte da experiência cotidiana do colaborador”, acrescenta o executivo.
Neste cenário, plataformas capazes de conectar mobilidade, comportamento e rastreabilidade climática iniciam a ganhar relevância estratégica.
A Ecomilhas age no monitoramento contínuo de deslocamentos corporativos, transformando mobilidade sustentável em dados auditáveis para relatórios ESG e campanhas internas de engajamento. A proposta é amparar empresas a reduzirem dependência de estimativas genéricas e criarem indicadores mais precisos sobre emissões relacionadas ao commuting corporativo.
Além da mensuração, a empresa utiliza mecânicas de incentivo e engajamento para desenvolver a adoção recorrente de hábitos sustentáveis, aproximando sustentabilidade da experiência prática do colaborador.
O movimento altera a própria lógica da governança ESG dentro das empresas. Ao invés de atuar somente como área de apoio institucional, o RH começa a assumir papel operacional em metas climáticas ligadas à adesão, comportamento e cultura.
Na prática, sustentabilidade corporativa começa a deixar de ser somente pauta ambiental. Ela passa a ser também pauta de gestão de pessoas.
Sobre a Ecomilhas
A Ecomilhas é uma climate tech brasileira que tem especialização na gestão de emissões relacionadas ao deslocamento corporativo de colaboradores. A empresa transforma deslocamentos sustentáveis em dados rastreáveis e auditáveis para relatórios ESG, campanhas internas e indicadores de Escopo 3.7 (employee commuting), amparando empresas a estruturarem governança climática com maior precisão, recorrência e confiabilidade.
Imagem: Propaganda
Mais em: Ecomilhas e DINO
Com informações de Revista Campinas


