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Procedimento age como recurso adjuvante, promovendo equilíbrio do sistema nervoso no cuidado à dependência química.
Celebrado em 20 de fevereiro, o Dia Nacional de Enfrentamento às Drogas e ao Alcoolismo chama a atenção para os riscos do uso de substâncias psicoativas, a prevenção da dependência e a necessidade de abordagens terapêuticas integradas no tratamento. Dentro desse contexto, a acupuntura médica tem se consolidado como um importante recurso adjuvante no cuidado de pessoas com dependência química.
De acordo com o Dr. Agamenon Honório, psiquiatra, acupunturista e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA), a acupuntura age através da neuromodulação, desenvolvendo terminações nervosas periféricas que se comunicam com o sistema nervoso central. “Esse estímulo contribui para o reequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, que costumam estar alterados no cérebro do dependente químico, especialmente após o uso de substâncias que provocam liberação excessiva de dopamina”, explica.
Entre as principais substâncias liberadas durante as sessões fica a serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar e prazer. Esse efeito ajuda a na ansiedade e compulsão, sintomas comuns durante a abstinência. “A acupuntura não trata apenas um sintoma isolado. Ela atua de forma global, promovendo equilíbrio entre ansiedade, irritabilidade, insônia, agitação e desejo pela droga, manifestações interligadas da dependência”, destaca o médico.
O procedimento pode ser indicado como complemento no tratamento de diferentes tipos de dependência, incluindo álcool, cigarro e drogas ilícitas, sempre de forma integrada a outras estratégias terapêuticas, como acompanhamento médico, psicoterapia e, quando necessário, uso de remédios ou internação. “A acupuntura potencializa os resultados quando associada a outros cuidados”, reforça.
Outro benefício frequentemente relatado é o relaxamento profundo depois de as sessões, fator que contribui diretamente para o controle do vício e a prevenção de recaídas. “Aprender a relaxar, a ficar centrado, reduz a ansiedade, sendo um dos principais gatilhos para o retorno ao uso da substância”, afirma Dr. Agamenon. Sintomas físicos da abstinência, como irritabilidade, insônia e agitação psicomotora, também costumam apresentar melhora significativa.
O tempo de resposta ao tratamento varia conforme com cada paciente. Existe casos em que a melhora surge já nas primeiras sessões, enquanto outros demandam um acompanhamento mais prolongado. A auriculoterapia, técnica da acupuntura aplicada na orelha, é inclusive usada nos quadros de abstinência.
Além dos efeitos fisiológicos, o acompanhamento regular fortalece o vínculo médico-paciente, favorecendo o autocontrole no longo período. “A acupuntura envolve escuta, confiança e cuidado contínuo. Quando associada a hábitos saudáveis, como boa alimentação, atividade física e práticas integrativas, torna-se uma ferramenta poderosa”, conclui.
O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA) reforça, neste Dia Nacional de Enfrentamento às Drogas e ao Alcoolismo, a necessidade de abordagens médicas integradas, baseadas em evidências e conduzidas por profissionais capacitados, na promoção da saúde e no enfrentamento da dependência química.
Imagem: Propaganda
Mais em: Colégio Médico de Acupuntura de São Paulo (CMAeSP) e Rojas Comunicação
Com informações de Revista Campinas


