Unidade preserva leitos separados e continua com medidas de controle depois de registro de casos na UTI
A Prefeitura Municipal de Campinas confirmou o óbito de dois pacientes que estavam internados na área separada da Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Municipal Dr. Mário Gatti com a bactéria KPC. De acordo com a gestão, embora os pacientes estivessem infectados, os óbitos não foram atribuídas à bactéria.
Conforme a Rede Mário Gatti, oito pacientes com KPC continuam internados na UTI. Um outro paciente, que estava em isolamento na enfermaria, precisou ser transferido para a unidade de terapia intensiva. Não foram divulgadas informações sobre identidade, idade ou sexo das vítimas.
A UTI do hospital fica parcialmente interditada desde o dia 10 de março, depois de a reconhecimento inicial de casos da bactéria. A previsão é que a interdição dure em torno de 30 dias, momento em que a unidade passa por reformas para reforçar os protocolos de controle epidemiológico.
Parte da estrutura já foi readequada, com sete leitos concluídos, enquanto outros 13 ainda continuam em obras. Depois de a finalização da segunda etapa, os pacientes atualmente atendidos em uma UTI provisória serão transferidos para a área reformada. Já os casos com KPC permanecerão em leitos separados, permitindo a retomada gradual dos atendimentos.
A KPC é considerada uma superbactéria por apresentar resistência a vários antibióticos. Ela produz uma enzima que dificulta o tratamento de infecções bacterianas, sendo mais comum em ambientes hospitalares.
Entre as principais infecções associadas à KPC estão sepse, pneumonia, infecções respiratórias, urinárias e em feridas cirúrgicas. A transmissão ocorre principalmente por contato com fluidos de pacientes infectados ou através de equipamentos hospitalares, como ventiladores mecânicos, sondas e cateteres.
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Fonte: g1
Com informações de O Regional



