UTI adulta continua sem receber novos pacientes e casos também acendem alerta no município de Americana
A Prefeitura Municipal de Campinas confirmou, na tarde desta segunda-feira, 16 de março, mais dois casos de infecção através da bactéria Klebsiella Pneumoniae Carbapenemase, conhecida como KPC, na UTI adulto do Hospital Mário Gatti. Com a atualização, o total de pacientes infectados chega a nove. Não existe registro de óbitos.
Conforme a Rede Mário Gatti, os dois novos pacientes já estavam internados existe mais de sete dias na unidade, ou seja, antes do fechamento da UTI e da adoção das medidas de contenção para interromper a disseminação da bactéria.
Em informe, a rede informou que os resultados dos exames que confirmaram as novas infecções foram concluídos antes da transferência dos pacientes para uma ala contingencial, criada exclusivamente para atender pessoas sem a presença da bactéria.
Desde a última terça-feira, 10 de março, a UTI adulto do Hospital Mário Gatti não recebe novos pacientes. Os casos que precisam de cuidados intensivos estão sendo orientados para o Hospital Ouro Verde ou regulados através do sistema de vagas.
A situação também acendeu alerta na área. Nos últimos dias, o município de Americana confirmou um caso de contaminação através da mesma bactéria no Hospital Municipal Doutor Waldemar Tebaldi. De acordo com a prefeitura, o paciente estava internado na UTI e, depois de a reconhecimento, outros pessoas também apresentaram microrganismos multirresistentes.
Como medida preventiva, os pacientes da UTI foram colocados em isolamento por 48 horas e a ala foi momentaneamente fechada para novas internações. Outra unidade passou a receber somente pacientes sem colonização por esse tipo de bactéria.
A KPC é considerada uma superbactéria com alta resistência a antibióticos e costuma surgir em ambientes hospitalares, principalmente em pacientes com imunidade comprometida. Especialistas reforçam que medidas como higienização rigorosa das mãos, uso ideal de equipamentos de proteção e controle de infecções são importantes para impedir a propagação.
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Com informações de O Regional


