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Gargalos operacionais e dependência de plataformas antigas pressionam empresas a modernizar processos para sustentar competitividade.
O setor brasileiro de rastreamento e segurança vem atravessando um momento de tensão entre a necessidade de modernização e a persistência de sistemas obsoletos. Um levantamento postado através da Verified Market Research aponta que o segmento, avaliado em em torno de US$ 2,23 bilhões em 2024, deve alcançar US$ 5,59 bilhões até 2032, impulsionado através da digitalização de frotas e através da adoção de tecnologias emergentes como Internet das Coisas (IoT) e redes 5G. No entanto, a estagnação tecnológica ainda representa um obstáculo relevante para empresas que procuram a melhor plataforma de rastreamento para se manterem competitivas.
Conforme André Luiz Ota, CEO da Ikonn, empresa que tem especialização em soluções para centrais de rastreamento, muitas empresas ainda operam sobre sistemas de rastreamento desenvolvidos para uma realidade de rede e processamento de dados que já não existe, o que tem limitado o crescimento do mercado.
“O principal risco é a comoditização extrema: quando a tecnologia é obsoleta, a empresa só consegue competir por preço, o que degrada as margens de lucro. A médio e longo prazo, esse cenário impõe um risco de insolvência tecnológica”, afirma.
Dados recentes divulgados através da Bonafide Research mostram que o mercado brasileiro de rastreamento deve crescer acima de 15% ao ano entre 2026 e 2031, impulsionado através do aumento da demanda por gestão eficaz de frotas, preocupações crescentes com a segurança veicular e avanços rápidos em tecnologias digitais.
Esse movimento, no entanto, exige que as empresas superem gargalos operacionais e tecnológicos. Para André Luiz Ota, o maior entrave é a chamada Dívida Técnica. “Empresas gastam 80% do seu tempo e orçamento de TI tentando manter plataformas engessadas que não permitem integração via API ou escalabilidade elástica. Outro ponto crítico é a dependência de marcas de terceiros, o que chamamos de falta de Soberania da Marca. Em uma analogia simples, é como se o empresário construísse seu castelo em um terreno alugado”, explica.
O executivo avalia ainda que a ausência de automação em processos básicos, como geocodificação reversa eficaz e motores de regras autônomos, poderá também gerar custos operacionais elevados. “Se você precisa de uma equipe enorme apenas para gerenciar alertas básicos, sua tecnologia é um custo, não um ativo. O melhor sistema de rastreamento deve trabalhar a favor da escala, não contra ela”, ressalta.
Neste cenário, a Ikonn vem investindo em tecnologias capazes de proporcionar uma estrutura completa para abertura e operação de empresas ou centrais de rastreamento. O objetivo da empresa é democratizar a engenharia de elite ao fornecer um ecossistema “tudo-em-um”, buscando eliminar a barreira da pesquisa e desenvolvimento.
“Nós podemos entregar a Soberania Tecnológica, em que o parceiro foca na gestão do cliente e na escala do negócio, enquanto nós atuamos com uma infraestrutura Cloud-Native e agnóstica a hardware”, afirma.
A estratégia da empresa se apoia em quatro pilares: Zero-Bloat Engineering, Eficiência de Dados Espaciais, Arquitetura Focada em Equity e Perpetuidade do Conhecimento.
“O nosso modelo White Label é um ‘camaleão tecnológico’: ele pode se adaptar à identidade do parceiro, transformando a nossa engenharia no motor invisível que pode valorizar o patrimônio dele”, acrescenta o executivo.
Neste processo, o CEO da Ikonn reforça que soluções que disponibilizam completa infraestrutura e soberania tecnológica podem se tornar decisivas para defender a sustentabilidade e a competitividade no médio e longo período. “Nossa arquitetura foi desenhada para alta disponibilidade, buscando garantir que o dado de telemetria seja entregue em milissegundos, independentemente da escala. Para nós, tecnologia de alto nível é invisível: ela funciona, permitindo que o empresário tenha paz para crescer”, conclui.
Imagem: Difusão
Mais em: Ikonn e DINO
Com informações de Revista Campinas



