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Participação global e alcance digital ampliam visibilidade do esporte e aumentam demanda por treinadores especializados.
O Rio Open foi feito no Brasil e registrou recordes de público, confirmando a crescente presença do tênis no país e no exterior. O acontecimento integra um cenário mais amplo no qual a modalidade vem ampliando sua visibilidade, participação e demanda por formação profissional.
Dados do ITF Global Tennis Report mostram que existem mais de 106 milhões de pessoas praticando tênis no mundo, indicador que fundamenta a presença global do esporte e sua expansão em diferentes regiões.
Ao mesmo tempo, a ATP Tour informou que, nos últimos 12 meses, os esportistas vinculados à planejamento alcançaram 168 milhões de seguidores em redes sociais, enquanto o alcance digital das plataformas da entidade ultrapassou 2,9 bilhões de visualizações.
Esse ambiente de circulação ampliada de conteúdo, com jogos, treinos e bastidores, aproxima o público do esporte e fortalece a presença de esportistas como Jannik Sinner, Carlos Alcaraz e Bia Haddad, cujas trajetórias contribuem para atrair novos praticantes, inclusive entre jovens.
A visibilidade ampliada também se reflete no aumento da procura por aulas e programas de treinamento. Esse movimento amplia a necessidade de profissionais preparados para orientar desde iniciantes até esportistas em nível competitivo, estruturando métodos, planejamento e acompanhamento técnico.
Neste contexto fica Davi Toledo. Ex-jogador, integrou o Top 50 do ranking juvenil brasileiro e foi vice-campeão brasileiro de simples e duplas. Em seguida, competiu no circuito universitário dos Estados Unidos, onde alcançou a 25ª posição no ranking nacional de duplas.
Atualmente, ele age como treinador no Pearson Automotive Tennis Club, nos Estados Unidos, depois de convite motivado através da dificuldade de encontrar profissionais com experiência competitiva para conduzir programas de treinamento.
“Minha trajetória foi construída em torneios nacionais e no circuito universitário. Hoje utilizo essa experiência para estruturar o treinamento de outros atletas”, afirma.
Segundo Davi, a replicação de métodos exige planejamento e adaptação. “O ponto de partida é a análise técnica. A partir disso, organizo ciclos de treino, metas de desempenho e acompanhamento da evolução. O que vivenciei como atleta serve como referência prática”, diz ele.
Ele explica que a experiência no sistema universitário norte-americano ampliou sua visão sobre planejamento de programas. “O modelo universitário trabalha com métricas e controle de carga. Eu aplico esses princípios no clube, ajustando o treinamento para cada perfil”.
Davi também destaca a relação entre o crescimento do esporte e a necessidade de capacitação profissional. “O número de praticantes aumenta e o treinador precisa estar preparado para orientar desde a base até atletas em competição. A experiência competitiva contribui para essa condução”, acrescenta.
Para ele, o momento atual do tênis reúne expansão de público, circulação de informação e desenvolvimento técnico. “O cenário cria oportunidades para atletas e treinadores que acompanham essa transformação e estruturam processos consistentes de desenvolvimento”, conclui o profissional.
Imagens: Propaganda
Mais em: Rio Open e DINO
Com informações de Revista Campinas


