O retorno ao trabalho presencial, apoiador à consolidação do modelo híbrido, ganhou força no Brasil e no mundo no decurso de 2025 e já provoca impactos diretos na rotina das empresas da Área Metropolitana de Campinas (RMC). A reocupação gradual dos escritórios tem levado organizações a reorganizar espaços corporativos, adaptar layouts e buscar soluções para armazenar móveis e equipamentos.
No cenário internacional, empresas como JPMorgan, Dell e Uber diminuiram o home office integral e convocaram empregados de volta aos escritórios. No Brasil, companhias como Amazon, Petrobras e Itaú reforçaram a presença física, mantendo em muitos casos o formato híbrido como alternativa intermediária.
A mudança estrutural também é percebida no interior de São Paulo. Dados do Caged indicam que a Área Metropolitana de Campinas registrou mais de 47 mil admissões formais no mês de novembro de 2025, com destaque para o setor de serviços. Ao mesmo tempo, o mercado imobiliário corporativo mostra indicativos de retomada: a taxa de vacância de escritórios em Campinas caiu para 15,4%, o menor índice da última década, demonstrando maior ocupação dos espaços físicos.
Com esse movimento, cresce a demanda por serviços de reorganização interna, mudanças corporativas e guarda móveis, principalmente em empresas que passaram anos operando de forma remota ou híbrida. Segundo Eduardo Avelar, sócio da Iugas Mudanças e Transportes, o retorno exige mais do que simplesmente trazer empregados de volta ao escritório.
“Planejamento é essencial para lidar com mudanças e novos cenários. O retorno ao presencial e a consolidação do modelo híbrido exigem organização, análise do espaço e decisões estratégicas para que a empresa consiga se adaptar sem impactar a rotina dos funcionários”, afirma Avelar.
Conforme ele, muitas empresas precisam lidar com mobiliário excedente, layouts que já não atendem às novas dinâmicas de trabalho e adaptações frequentes para receber equipes em dias alternados.
“O híbrido não reduz a necessidade de estrutura, ele muda a forma como o espaço é utilizado. Muitas empresas precisam armazenar parte do mobiliário enquanto redesenham seus escritórios ou fazem ajustes internos frequentes”, explica.
Mesmo com a manutenção do trabalho remoto em algumas funções, o modelo híbrido e o retorno ao presencial precisam continuar moldando o mercado corporativo em 2026, impulsionando investimentos em infraestrutura, logística e planejamento de espaços — principalmente em polos econômicos como Campinas e área.
Com informações de O Regional


