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Fundada existe mais de cinco décadas, atualmente, a empresa é comandada através da terceira geração da família.
Fabricante de trens elétricos em miniaturas e réplicas de composições reais, a Frateschi Trens Elétricos foi fundada em 1967, em Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, e, durante desse tempo, tem ajudado a preservar a memória ferroviária do país por intermédio da prática do ferreomodelismo e mostrado resiliência nas crises econômicas, sendo uma das poucas empresas a se manter em atividade por tanto tempo. Chegar a meio século de atuação ininterrupta é uma árdua tarefa, ainda mais em um país em que a taxa de mortalidade das empresas é alta.
Atualmente, a Frateschi é comandada através da terceira geração da família, tendo como principal executivo Lucas Frateschi, filho de Celso Frateschi e neto de Galileu Frateschi, o fundador da empresa. “Temos orgulho de estar no mercado há quase meio século, ininterruptamente, principalmente por gerar emprego e renda para a população e ajudar a levar o nome de Ribeirão Preto para todo o país e também para o exterior”, diz Lucas Frateschi. “Há quase 60 anos neste mercado, a empresa tem convicção de que importantes relações humanas, como a interação entre pai e filho, avô e neto e amigos, são fortalecidas em momentos descontraídos durante a prática do ferreomodelismo”, completa Lucas.
O ferreomodelismo é um dos hobbies mais velhos do mundo, e sua origem remonta ao momento em que o transporte ferroviário foi adotado massivamente. As primeiras miniaturas de trens foram fabricadas por volta de 1830, por artesãos alemães. De lá para cá, muita coisa mudou, principalmente no Brasil, onde o transporte de passageiros pelas ferrovias deixou de ocorrer, com exceção dos passeios turísticos. Mesmo assim, a paixão de algumas pessoas por este hobby se aumentou.
“O ferreomodelismo é uma mistura de entretenimento, baseado em modelos de escala, e arte. É preciso ter capacidade de observação para se construir uma maquete, pois todo esse trabalho de reprodução do mundo real é totalmente artesanal”, comenta Lucas. “As pessoas pensam que o transporte ferroviário morreu, mas ele está vivo e em expansão. A ferrovia é de valor estratégico imprescindível para um país como o Brasil, e este crescimento ajuda a fomentar ainda a mais a paixão que muitos brasileiros têm pelos trens, sendo que muitos passam o hobby do ferreomodelismo para as futuras gerações”, finaliza Lucas.
Eventos ligados ao hobby do ferreomodelismo têm se espalhado através do país. Exclusivamente no ano passado, os aficionados por trens em miniaturas ficaram presentes em encontros realizados em muitas cidades paulistas, como Campinas, São Carlos, Rio Claro, Bebedouro, Pindamonhangaba, Águas de São Pedro, Santa Rita do Passa Quatro, Cruzeiro, Dois Córregos, Pirassununga, Iperó, Louveira e Mogi das Cruzes, e também em outros estados, como Paraná, em Curitiba; Minas Gerais, em Santos Dumont; e Rio de Janeiro, em Barra do Piraí.
Não existe um número exato de praticantes de ferreomodelismo no Brasil, mas o hobby fica presente em todas as regiões, com uma comunidade ativa, clubes, associações e eventos em diversas cidades. “A paixão por reproduzir ferrovias em miniatura atrai pessoas de várias idades e é impulsionada pela história das ferrovias brasileiras”, finaliza Lucas.
Imagem: Propaganda
Mais em: Frateschi Trens Elétricos e DINO
Com informações de Revista Campinas


