A Operação Poço de Lobato cumpriu na manhã desta quinta-feira (27) dois mandados de busca e apreensão em Campinas e três em Paulínia, com apoio do Gaeco do Ministério Público, o Grupo de Atuação Especial de Enfrentamento ao Crime Coordenado.
A ação coordenada através da Receita Federal com apoio de outras instituições investiga um plano de sonegação fiscal e lavagem de dinheiro considerado um dos maiores do país. O plano atingia toda a cadeia de combustíveis, da importação à venda nos postos.
Conforme a investigação, o grupo alvo é o maior devedor contumaz do Brasil, com dívidas superiores a R$ 26 bilhões. O termo se refere a pessoas que precisam existe bastante tempo e de forma reincidente.
Para o promotor do Ministério Público, Alexandre Castilho, a legislação para esses devedores precisa ser mais rigorosa.
De acordo com as investigações, a planejamento movimentou mais de R$ 70 bilhões em unicamente um ano, utilizando empresas próprias, fundos de investimento e offshores – empresas fora do país que portanto não pagam impostos – para ocultar patrimônio. A Justiça bloqueou mais de R$ 10,2 bilhões em bens, incluindo imóveis e veículos.
O secretário adjunto da Fazenda de São Paulo, Paulo Ribeiro, apontou que a operação fez a coleta de provas importantes para combater a sonegação de impostos e concorrência desleal.
Ao todo, foram expedidos 126 mandados em cinco estados: além de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e no Distrito Federal. O nome da operação faz referência ao primeiro poço de petróleo perfurado no Brasil, em 1939, no bairro Lobato, em Salvador, marco inicial da exploração petrolífera no país
Com informações de Portal CBN


