Os acidentes causados por animais soltos nas pistas da área de Campinas aumentaram nos dez primeiros meses de 2025, segundo dados da Agência de Transporte do Estado de São Paulo (Artesp).
Entre 1º de janeiro e 19 de outubro, foram registrados 346 acidentes, alta de 5,17% em relação aos 329 casos do mesmo momento em 2024.
O levantamento mostra que, mesmo com o aumento de acidentes, o número de mortes diminuiu. Em 2024, cinco acidentes foram fatais; em 2025, até 19 de outubro, ocorreram duas mortes, somando três óbitos no momento.
O total de feridos cresceu, de 80 em 2024 para 101 em 2025, incluindo quatro graves, três moderados e 93 leves.
Os animais mais envolvidos nesses atropelamentos dependem da característica da pista.
Na Pista Governador Doutor Adhemar Pereira de Barros (SP-342), por exemplo, são mais comuns os acidentes com capivaras.
Já nas pistas D. Pedro I (SP-065), no Anel Viário Magalhães Teixeira (SP-083) e na Pista Professor Zeferino Vaz (SP-332), são animais domésticos, como bovinos.
Na pista que une Campinas a Monte Mor (SP-101), os casos costumam envolver cachorros.
O que dizem as concessionárias
Em comunicado, a Pistas do Tietê, que administra a Campinas-Monte Mor, faz campanhas de conscientização, instala telas e faz monitoramento por câmeras.
A Rota das Bandeiras, responsável através da Pista Dom Pedro, Anel Viário e Zeferino Vaz, disseram que as equipes recebem treinamento para apreensão de animais nas pistas; quando isso ocorre, os animais são levados a um pátio em Louveira. Os donos têm oito dias para retirá-los; caso contrário, são leiloados, e o valor arrecadado fica para o município ou para o pátio de apreensão.
Já a Renovias (Campinas-Mogi) e a AutoBAn (Anhanguera e Bandeirantes) explicou que realizam acolhimento, tratamento e destinação adequada de animais identificados nas pistas. Contam com equipes treinadas e equipadas para manejo seguro, além de parcerias com o Centro de Controle de Zoonoses de Espírito Santo do Pinhal e a ONG Mata Ciliar.7
O que fazer?
Para os motoristas, a direção é redobrar a atenção, principalmente em trechos sinalizados. Nunca buzine para não assustar os animais, nem pisque os faróis ou jogue luz.
Ao ultrapassar, passe por trás dos bichos e, depois, sinalize para os motoristas que vêm em sentido contrário, piscando os faróis.
com informações EPTV Campinas/g1 Campinas
Com informações de Portal CBN


