Uma das principais feiras de oportunidades do Brasil destinada a jovens pretos e pardos, ocorre no dia 2 de setembro, das 15h às 20h, no edifício da Comvest, na Cidade Universitária, em Barão Geraldo; vinte e cinco empresas estão confirmadas
Uma história escrita com resiliência, resistência e orgulho. A interminável jornada de jovens pretos e pardos para romper barreiras e conquistar o mercado de trabalho tem um novo capítulo em 2026, com quinta edição do Encontro com Unicamp Black Network (UBN), em Campinas-SP.
Uma das principais feiras de oportunidades do Brasil ocorre no dia 2 de setembro (quarta-feira), das 15h às 20h, no edifício da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), na Cidade Universitária, em Barão Geraldo. Os cadastramentos sem custo já poderão ser feitas através do link https://www.sympla.com.br/evento/encontro-com-ubn-2026/3332320.
A UBN estima que ao menos mil pessoas, entre universitários da Unicamp, de outras instituições de ensino e público em geral visitem os estandes das 25 empresas parceiras confirmadas no acontecimento. O encontro abre caminho para que os jovens possam expandir os conhecimentos e expectativas sobre o plano de carreira e mercado de trabalho, fortaleçam a troca de contatos e tirem todas as questionamentos sobre o processo e demandas que antecedem a profissionalização.
Além de tudo, o acontecimento é o elo entre quem vive a expectativa do começo da carreira e empresas que recrutam pessoas para processos seletivos com vagas em aberto. Números atualizados através da UBN mostram que ao menos 1,3 mil jovens talentos já estão conectados à rede de empresas patrocinadoras desde o surgimento do Encontro com Unicamp Black Network (UBN), em 2019.
SONHO REALIZADO ENTRE DESAFIOS E LUTA
Foi graças ao esforço coletivo de um pequeno grupo de abnegados, que o Encontro com Unicamp Black Network (UBN), ganhou corpo, conquistou espaço e se transformou no decurso dos anos como uma das principais feiras de emprego do interior paulistano.
Em 2019, estudantes renunciaram a interesses próprios por uma causa: a de acelerar e gerar oportunidades para que jovens pretos e pardos pudessem ser protagonistas e ter expectativa de um futuro diverso, equitativo e inclusivo em suas carreiras, independente da profissão escolhida.
Levantamento da UBN mostra que existe pouco mais de uma década, a presença de estudantes pretos, pardos e indígenas nas salas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) não ultrapassava a 18%. Em cursos historicamente elitizados, Engenharia Mecânica, por exemplo, o baixo percentual dessas classes era ainda mais evidente. Em 2025, entre 140 alunos ingressantes havia dois estudantes pretos, um pardo e nenhuma mulher preta.
”Mais do que números, a realidade se traduzia em experiências concretas de isolamento. Para muitos deles, o pertencimento parecia mais próximo dos trabalhadores que sustentavam o funcionamento da universidade nos serviços gerais, do que entre os próprios colegas de sala”, comenta a estudante de Comunicação Social e Analista de Projetos Isabela Dantas, membro da UBN.
A universidade até que já contava historicamente com relevantes coletivos negros, com participação solida em frentes sociais e políticas. No entanto, faltava uma iniciativa estruturada que conectasse estudantes pretos e pardos ao mercado de trabalho de alta performance.
Uma planejamento que promovesse o desenvolvimento profissional e que abrisse caminho para o acesso à oportunidades em empresas de ponta. Baseado neste contexto, no mês de agosto de 2019 surgiu, quase que por acaso, o embrião do que se transformaria a UBN.
As ideias amadureceram a contar de um convite da McKinsey & Company para a Conferência Juntos realizada em São Paulo, voltada à conexão de talentos negros em começo de carreira. Primeiro veio a criação de um pequeno grupo de WhatsApp entre estudantes da Unicamp, focados em fazer parte do acontecimento, para a planejamento da logística da viagem.
Depois, já durante a conferência, experiências com alunas de outras instituições, como da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), que compartilhavam a mesma visão, se chegou a conclusão é que faltava em Campinas uma planejamento que assumisse o papel de conectar, capacitar e impulsionar talentos negros rumo às trajetórias de excelência. Assim, inspirados através do McKinsey Black Network (MBN), grupo responsável através da planejamento da conferência, surgiu a UBN — Unicamp Black Network.
CRESCIMENTO IMEDIATO
Em poucos meses depois de seu lançamento, a UBN produziu as primeiras iniciativas: um podcast próprio e parcerias para oferta de bolsas de inglês. Com a chegada da pandemia da Covid-19, o grupo adaptou-se de forma rápida ao ambiente virtual, promoveu encontros com chefias negras de destaque no Brasil e no exterior.
Depois, já pós-pandemia, em 2021, ocorre a primeira edição do Encontro UBN repleto de improvisos. Com o suporte de quatro empresas e 120 que participam, o acontecimento ocorreu em um corredor da Faculdade de Engenharia Mecânica da Unicamp, com mesas e cadeiras emprestadas.
Mas as edições seguintes confirmaram o potencial da iniciativa. O que iniciou de forma improvisada tornou-se uma referência nacional, reunindo mais de 30 empresas parceiras. Paralelamente, a UBN expandiu sua base de menos de 10 estudantes para mais de 1.700 talentos impactados, consolidando-se como a maior rede de conexão, desenvolvimento e empregabilidade para estudantes negros em universidades da América Latina.
HISTÓRIAS SUPERAM IMPORTÂNCIA DOS NÚMEROS
Se os números são impactantes, o que chama mais atenção é o resultado atingido através do movimento. Um aglomerado de histórias de pessoas que superaram desafios e atingiram o sonho. Entre os fundadores, trajetórias de destaque incluem admissões em alguns dos principais programas de MBA do mundo, como Harvard, Chicago Booth, London Business School e IESE.
Durante dos anos, membros da UBN acumularam centenas de aprovações em processos seletivos altamente competitivos. De programas de trainee nos principais bancos do país, a empresas de bens de consumo. Também passaram a se evidenciar em consultorias globais, mercado financeiro, indústria e tecnologia.
Esses resultados são fruto de uma atuação pragmática, orientada à excelência. A UBN já financiou centenas de bolsas em regiões estratégicas como inglês, Excel e finanças corporativas, habilidades essenciais para o acesso e a progressão em carreiras de alto impacto. Ao mesmo tempo, construiu parcerias com empresas chefes de mercado, que reconhecem a diversidade como um diferencial competitivo.
Outro marco relevante dessa trajetória é a evolução do perfil dos talentos conectados através da rede. Se, no começo, o foco estava em posições de entrada (estágios e vagas juniores), hoje a UBN já age no recrutamento para posições sêniores, incluindo analistas experientes e cargos de coordenação. No horizonte, fica a ambição de se tornar uma referência também na formação e conexão de chefias executivas.
EMPRESAS CONFIRMADAS EM 2026
1. Ambev
2. BCG (Boston Consulting Group)
3. Bosch
4. Deloitte
5. DHL
6. Eaton
7. Embraer
8. Enter
9. EY (Ernst & Young)
10. Goldman Sachs
11. Grupo EMS
12. iFood
13. Ipsos
14. Itaú
15. Kearney
16. L’Oréal
17. Mars
18. Procter & Gamble (P&G)
19. Roland Berger
20. Santander
21. Siemens Energy
22. Tetra Pak
23. Unilever
24. Volkswagen
25. Wildlife
Serviço
5º Encontro com Unicamp Black Network (UBN) – Campinas-SP
Local: Edifício da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest)
Endereço: Rua Josué de Castro, 120, campus da Unicamp, Cidade Universitária, Zeferino Vaz – Barão Geraldo, Campinas-SP
Data: 2 de setembro, quarta-feira
Horário: 15h às 20h
Entrada: Gratuita
Inscrições e Retirada de ingressos: https://www.sympla.com.br/evento/encontro-com-ubn-2026/3332320
Planejamento: Unicamp Black Network (UBN)
Informações: https://www.instagram.com/ubn.unicamp/
Com informações de O Regional



