Uma denúncia de familiares de uma paciente internada no Hospital Municipal Mário Gatti, em Campinas, acendeu um alerta sobre risco de contaminação dentro da enfermaria da unidade, quinta-feira agora (19).
De acordo com o relato, a paciente fica em um quarto compartilhado e, em um leito ao lado, existe a indicação de “precaução de contato: KPC”, bactéria multirresistente considerada uma superbactéria. A preocupação é de que o paciente com diagnóstico confirmado permaneça no mesmo ambiente que outros sem a infecção.
Ainda conforme com a família, a equipe de enfermagem informou que a transferência para um leito de isolamento ainda não havia sido feita por falta de vaga disponível no momento.
O que diz a Rede Mário Gatti
Em informe, a Rede Mário Gatti afirmou que o caso na enfermaria é pontual e não tem relação com o surto registrado na UTI Adulto. O hospital informou que o resultado do exame que confirmou a presença da bactéria foi liberado na tarde desta quinta-feira e que, a contar disso, foram adotadas imediatamente as medidas de precaução, conforme protocolos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária.
A unidade também informou que um quarto privativo já foi oferecido e que a transferência do paciente para isolamento deve ocorrer nas próximas horas. De acordo com o hospital, o intervalo entre a confirmação do exame e a mudança de leito é o tempo necessário para a preparação adequada do espaço.
A direção destacou ainda que a reconhecimento de microrganismos multirresistentes faz parte da rotina hospitalar e que a sinalização é usada para orientar as equipes sobre o uso de equipamentos de proteção e reforço nos protocolos de higienização.
O caso ocorre dias depois de o hospital confirmar um surto de KPC na UTI Adulto. Inicialmente, sete pacientes foram diagnosticados e, nesta semana, outros dois casos foram confirmados, totalizando nove pessoas infectadas, sem registro de mortes.
Como medida de controle, novas internações na UTI foram suspensas. Os pacientes contaminados estão separados em uma ala específica, com equipe exclusiva, enquanto os outros foram transferidos para uma UTI contingencial. Novos casos que precisam de terapia intensiva estão sendo dirigidos para outras unidades da rede, como o Hospital Ouro Verde e hospitais da área.
A previsão do hospital é retomar o funcionamento normal da UTI entre 20 e 30 dias. A situação continua sob monitoramento das equipes técnicas.
Com informações de Portal CBN


