A propaganda da notícia do aumento do preço da gasolina e do diesel quinta-feira agora (5) levou bastante gente aos postos de combustíveis já nesta quarta (4).
No começo noturna, o movimento era intenso em uma unidade no bairro da Ponte Preta, como fez o pintor automotivo Rafael Pio.
“Se faltar gasolina, ferrou. Eu abasteço R$ 100 durante a semana. [Se aumentar o preço], não vai ter nem como ir trabalhar”, lamentou.
A estudante Caroline Fernandes também parou para abastecer e já temia que o trajeto de casa até a faculdade ficasse mais caro de novo.
“Não é ok, né? É bem alto. Principalmente pra gente que usa o automóvel todos os dias, então a gente já acaba gastando muito todos os dias com o valor que está hoje”, comentou.
O reajuste de preços foi comunicado através do RECAP, o Sindicato dos Postos de Combustíveis de Campinas e Área, que explicou que as instabilidades geopolíticas no Irã elevaram o preço do barril de petróleo.
Parte das distribuidoras já havia começado os repasses depois de o começo do conflito armado entre Irã, Israel e Estados Unidos.
O diretor do Recap, Rodrigo Spadaccia, explicou que o cenário é influenciado através da alta dependência do Brasil na importação de combustíveis.
“Parte do combustível vendido no Brasil, principalmente o diesel, é importado. Então ao longo da semana, as distribuidoras já têm feito os repasses para os postos. Cada uma delas tem feito repasses diferentes. Os repasses, no diesel, por enquanto variam de R$ 0,15 a R$ 0,20. O da gasolina, a expectativa é de um aumento de R$ 0,02 a R$ 0,04 também”, explicou.
O Estreito de Ormuz, entre Irã e Omã, foi fechado na segunda-feira através da Guarda Revolucionária do Irã, que ameaçou incendiar qualquer navio que tentasse cruzar a passagem. Com o auxílio dele cruzam aproxamadamente 20% de todo o petróleo transportado por navios no mundo.
Leia a nota do RECAP “Informamos que o mercado de combustível brasileiro já fica iniciando a sentir os primeiros impactos da guerra no Oriente Médio, que causaram considerável impacto do preço internacional do petróleo e seus derivados.
O diesel fica sendo o produto mais afetado neste primeiro momento, porque o Brasil importa grande parte desse produto para o suprimento do mercado nacional.
Com esta situação, diversas distribuidoras estão todos os dias atualizando seus custos e repassando para a rede de postos.
O Recap fica acompanhando atentamente e qualquer nova informação de interesse do nosso mercado emitiremos novos comunicados.”
Com informações de Portal CBN



