O Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, será agendado por uma programação cultural diversa em Campinas, com atividades que convocam o público a ocupar os espaços da cidade e refletir sobre o protagonismo feminino. Entre os dias 6 e 8 de março, a agenda reúne natureza, música clássica, teatro, circo contemporâneo e literatura, com opções sem custo e pagas espalhadas por diferentes equipamentos culturais.
Do Festival de Orquídeas na Estação Cultura ao concerto especial da Orquestra Sinfônica, passando por espetáculos teatrais e encontros que valorizam a ancestralidade e a produção artística negra, a proposta é celebrar a data com experiências que unem lazer, arte e reflexão.
Festival de Orquídeas
De 6 a 8 de março, a Estação Cultura se transforma em um verdadeiro jardim a céu aberto com a 6ª edição do festival de Orquídeas de Campinas. A visitação ocorre na sexta-feira (6), das 9h às 20h; no sábado (7), das 9h às 18h; e no domingo (8), das 9h às 16h, com entrada gratuita.
É a oportunidade perfeita para passear entre milhares de espécies, fazer parte das palestras e desfrutar a praça de alimentação em um dos espaços históricos mais charmosos da cidade.
Música clássica no Centro de Convivência
No dia 7 de março, às 20h, o público conseguirá prestigiar a Orquestra Sinfônica de Campinas no Concerto Homenagem às Mulheres, na Sala de Espetáculos Luís Otávio Burnier, teatro interno do Centro de Convivência Cultural de Campinas.
A apresentação terá a regência de Simone Menezes e participação especial da mezzo-soprano Luciana Bueno, artista de sólida trajetória no Brasil e no exterior. A retirada de convites ocorre no dia 4 de março, às 12h, através do link que será divulgado no Instagram @sinfônicadecampinas. O teatro conta com capacidade para 529 lugares.
Peça de Andréia Alecrim será no dia 8
O palco do Teatro Castro Mendes recebe o espetáculo “Quando falta o Ar” em homenagem as mulheres, no dia 8 de março, domingo. Entre o fôlego e o silêncio, nasce o monólogo escrito e interpretado por Andréia Alecrim, que mergulha na respiração mais íntima do feminino, aquela que resiste mesmo quando o mundo insiste em calar.
A peça apresenta Alice, uma mulher em contínuo tentativa de existir inteira. A cada cena, ela atravessa os ecos de diferentes vozes que refletem e distorcem sua própria imagem. Sozinha em cena, Alice se fragmenta e se reconstrói diante do público, num diálogo profundo entre corpo, memória e amor.
Inspirada na força simbólica das mulheres que amam “até faltar o ar”, a montagem sugere uma experiência sensorial e emocional, que ganha o peso e a leveza de quem aprende a respirar de novo.
Os ingressos variam de R$ 20 a R$ 40 e poderão ser adquiridos na bilheteria do teatro.
#víVida no Centro Cultural Casarão
O Centro Cultural Casarão recebe, nos dias 6 e 7 de março, a estreia de #víVida, performance-espetáculo de circo contemporâneo criada e protagonizada por Murilo Toledo, conhecido artisticamente como MuriLove. Com entrada gratuita, as apresentações acontecem na sexta-feira (6), às 19h e 20h30, e no sábado (7), às 18h e 20h.
Autobiográfico, o espetáculo investiga a solidão “queer” e os ciclos de morte e renascimento com início de um corpo em fricção com o mundo. Entre o pole dance, acrobacias e poesia, a cena se constrói na suspensão, na queda e na insistência. Previsões visuais e audiodescrição poética atravessam a performance como dispositivos de escuta e partilha, ampliando o acesso e transformando palavra, imagem e movimento em experiência sensível.
O projeto conta com apoio da Secretaria de Cultura e Turismo da Prefeitura de Campinas mediante FICC (Fundo de Investimentos Culturais de Campinas).
Sarau dos Pretas
No próximo 7 de março, o Ponto de Cultura Espaço Arte Africana de Campinas e o Museu Isabel da Cunha Soares realizam o Sarau dos Pretas, encontro cultural que vai unit literatura, memória, ancestralidade e expressões artísticas negro-diaspóricas.
O acontecimento agendará a inauguração do livro “Nos Passos da Dança Negra da Civilização BaNtu: do Tradicional ao Contemporâneo”, de autoria do pesquisador, artista e gestor cultural Carlos Kiss.
A obra sugere uma imersão na cosmologia BaNtu, investigando seus fundamentos filosóficos, simbólicos e comunitários, assim como o papel estruturante da dança nas organizações sociais africanas.
O livro apresenta um percurso histórico que evidencia como esses saberes corporais atravessaram o Atlântico, resistiram aos processos de apagamento cultural e influenciaram decisivamente a constituição da sociedade e das danças negras brasileiras. Vagas limitadas – agendamento prévio através do WhatsApp: (19) 99969-7580.
Com informações de RMC Urgente



