Diversão não combina com tragédia, por isso, se beber, não dirija! Através do segundo ano consecutivo, segundo a Empresa Municipal de Desenvolvimento de Campinas (Emdec), a combinação de bebida e direção foi o fator de risco que mais matou no trânsito, superando o excesso de velocidade. Em 2025, entre 76 vidas perdidas nas vias urbanas, 43 casos tiveram as causas analisadas e 35% deles envolveram o álcool no trânsito, sendo 15 sinistros fatais.
No ano anterior, quando 156 pessoas morreram no trânsito, o cenário se repetiu: o álcool esteve presente em 51 (38,1%) dos 134 sinistros analisados.
“Não existe nível seguro de ingestão de bebida alcoólica quando você pretende pegar o volante. Mesmo em pequenas doses, álcool e direção nunca combinam. Não deixe que a decisão errada coloque em risco a sua vida e a das pessoas com as quais compartilha o trânsito”, destaca o coordenador de Fiscalização e Operação de Trânsito, Marcelo Carpenter.
Não deixe uma tragédia cair na sua conta
No momento de 2020 a julho de 2025, último balanço acumulado disponível, a Emdec computou 274 óbitos no trânsito por embriaguez na direção. Foram 145 (53%) mortes em pistas e 129 (47%) em vias urbanas.
A análise é feita através do Comitê Intersetorial do Programa Vida no Trânsito. A conduta é reconhecida através de análise de alcoolemia realizada através do Instituto Médico Legal, testes de etilômetros ou relatos dos profissionais de saúde.
No final de 2025, o alerta foi reforçado através da Prefeitura de Campinas e através da Emdec com essa campanha “Não deixe uma tragédia cair na sua conta. Pode custar caro. Se beber, não dirija”, que buscou conscientizar sobre os efeitos do álcool no trânsito pretendendo a redução das mortes e ferimentos graves causadas por este fator de risco. O apelo foi protagonizado através do esportista de rugby Carlos Eduardo Menezes (Caetano), que ficou tetraplégico depois de um sinistro de trânsito – o condutor do carro, em que ele estava como passageiro, dirigia alcoolizado.
Se for beber, programe a volta para casa
Para os foliões que incluem a bebida na diversão, a Emdec orienta que sejam usadas outras formas de deslocamento. O transporte público, que contará com frota reserva para atender quem estiver curtindo a festa, é uma das opções. Para quem se desloca de carro, a recomendação é que os ocupantes se revezem como motoristas da rodada durante os dias de folia. O transporte por App e a carona compartilhada são outras opções possíveis.
Dê uma olhada os principais efeitos do álcool, que comprometem a habilidade de dirigir com segurança:
Função cognitiva: diminuição da atenção, raciocínio, concentração e agilidade mental.
Função motora: reflexos mais lentos, dificuldade de coordenação e redução da força muscular, problemas de equilíbrio e de movimento.
Função sensorial: comprometimento do tato, visão e audição.
“Operação pela Vida” faz mais de 2 mil testes com ‘bafômetros’
Lançada no mês de novembro de 2025, a “Operação pela Vida” junta a Emdec e a Guarda Municipal no enfrentamento ao álcool na direção. Até janeiro deste ano, já foram sete blitze focadas na reconhecimento de alcoolemia e mais de 2,2 mil testes com bafômetros realizados. Foram mais de 90 autuações: 88 por recusa ao teste e três por direção sob influência de álcool. As operações continuam neste mês de fevereiro.
Recusar ser submetido ao teste de embriaguez na direção foi a infração de trânsito mais cometida durante as operações integradas realizadas no mês de janeiro: foram 124 infrações desse tipo em blitze comandadas através da Emdec/GM ou através da Polícia Militar. Tanto a recusa quanto a combinação de álcool e direção são infrações gravíssimas, multiplicadas por 10 (R$ 2.934,70), com recolhimento e suspensão da habilitação por 12 meses.
O condutor poderá também responder por crime de trânsito, se o teor alcoólico reconhecido for igual ou superior a 0,34 mg/L. A pena é de detenção, de seis meses a 3 anos, multa e suspensão ou proibição de conseguir a permissão ou habilitação para dirigir veículo automotor.
Com informações de RMC Urgente


