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A especialização da força de trabalho, que foi uma tendência a começar da era industrial, pode estar com os dias contados. A previsão é do relatório “2026 AI Business Predictions”, da PwC, que estima que a ascensão da IA pode gerar um crescimento da demanda por profissionais generalistas em todas as funções.
A inteligência artificial (IA) vem mudando as regras do jogo no mercado de trabalho. Se a especialização da mão de obra era uma tendência desde a Revolução Industrial, agora ela pode estar chegando ao final. A conclusão é do relatório 2026 AI Business Predictions, da PwC, divulgado no começo de fevereiro deste ano. O estudo mostra que a IA pode cobrir tarefas especializadas que antes preenchiam o dia a dia de empregados experientes.
Como exemplo prático, o relatório cita que na área de Tecnologia da Informação (TI), talvez não seja mais preciso ter programadores especializados em linguagens específicas. No lugar, conseguirá ser necessário contar com engenheiros que dominem tanto a arquitetura tecnológica quanto o gerenciamento e supervisão de agentes de IA.
O estudo estima que a demanda por profissionais generalistas pode crescer em todas as funções. Eles precisariam compreender suficientemente bem uma ampla gama de tarefas para supervisionar agentes IA e alinhar seus trabalhos aos objetivos de negócios.
Em funções intelectuais, a previsão é de que agentes de IA assumam tarefas de nível intermediário. Com isso, as empresas contratariam empregados de nível iniciante com conhecimento em IA para supervisionar esses agentes. Já os profissionais sêniors ficariam com a parte de estratégia e inovação.
Para Murilo Elias, CEO da E-Inov Soluções Tecnológicas, essas mudanças possibilitam que as operações sejam muito mais eficientes. Sua empresa desenvolve o CRM CNPJ BIZ — solução de gestão de vendas que utiliza agentes IA e automações — e, por causa disso, ele consegue acompanhar a evolução que seus clientes estão tendo com o uso de IA.
“A era do vendedor gastando energia em tarefas repetitivas acabou. Com agentes de IA atuando como SDRs autônomos, a força de trabalho humana fica livre para a ‘arte’ da venda. Quem souber orquestrar esses agentes terá um funil de vendas infinitamente mais eficiente e uma equipe muito mais focada em receita do que em burocracia”, avalia.
Sustentabilidade
Quanto à sustentabilidade, o estudo afirma que essa questão ainda fica aberta. A inclinação, no entanto, é acreditar que a IA será uma bênção ao invés de um fardo. Isso porque à medida que a IA começa a impulsionar o aumento da produtividade, operações mais eficientes podem compensar o impacto ambiental da IA.
Algumas soluções de IA que podem gerar valor financeiro para as empresas ao mesmo tempo em que tornam as operações mais sustentáveis, conforme com o relatório, são: gerenciamento do transporte e consumo de eletricidade para diminuir custos com viagens e contas de energia; simulações que podem exibir como aumentar a resiliência contra desastres naturais; entre outras.
O estudo traz algumas recomendações para as empresas do que fazer agora na questão IA/sustentabilidade. Uma delas é acompanhar os clientes, personalizando produtos, marketing e preços conforme com os desejos de sustentabilidade deles. Cita que isso, inclusive, pode já ser uma expectativa deles.
“Muitas empresas hesitam em investir em produtos mais sustentáveis por medo do preço final. O grande trunfo aqui é usar uma agente de IA para dialogar proativamente com a base e validar essa premissa. A IA pode perguntar, entender nuances e confirmar se o cliente realmente vê valor e aceita pagar por essa mudança, transformando ‘achismo’ em dados reais de demanda”, defende Elias.
Imagem: Propaganda
Mais em: CNPJ-BIZ e DINO
Com informações de Revista Campinas


