Quase três meses depois da primeira reportagem, passar através da Rua Coronel Rodovalho, no Centro de Campinas, ainda é um desafio para quem tem carros menores.
A reportagem da CBN esteve no dia 26 de janeiro, e confirmou que a via, que é de paralelepípedos, continua afundando perto dos bordos laterais, junto às calçadas.
Os veículos com suspensão mais baixa sofrem para fazer o trajeto, que tem sentido único, entre as Ruas César Bierrenbach e Conceição, e onde se localizam um edifício residencial e a entrada de duas garagens de edifícios da Rua Irmã Serafina.
“Todo dia, na hora de entrar, essa rua faz a gentileza de raspar a parte de baixo do carro. É muito desagradável. E tem buracos bem na entrada da garagem, então tanto para entrar como para sair, a parte de alinhamento e de balanceamento vai para o espaço”, reclama uma moradora.
“E nos últimos anos, o meu carro arrebentou o carter saindo da garagem, aonde estão as poças d’água. O paralama do carro soltou”, critica outra moradora.
Alguns donos tentam compensar o desnível com massas de terra e pedriscos, mas eles também acabam afundando.
Perto de um estacionamento, alguns canos jorram água das minas d’água no subsolo dos edifícios. Com a inclinação, elas ficam acumuladas na beira da rua.
“Eu acho uma falta de respeito com a população. Você vê que a rua tá quase tomada de buracos e de água. E outra: o mau cheiro. Pode até criar dengue aí”, observa outra moradora.
A CBN procurou a Prefeitura de Campinas. A Secretaria de Serviços Públicos declarou que o cronograma de intervenções na rua, inicialmente previsto para a segunda quinzena de dezembro, precisou de alterado para priorizar outras obras emergenciais em razão das chuvas.
A pasta explicou ter recebido parecer favorável do Condepacc (Conselho de Defesa do Patrimônio Cultural de Campinas) para fazer o recapeamento na Rua Coronel Rodovalho.
A previsão é de que a obra seja executada a contar de abril, junto com o nivelamento e a ampliação do sistema de drenagem, o que vai melhorar o escoamento das águas que afloram no paralelepípedo.
Sobre as minas d’água, a Gestão declarou que elas não oferecem risco aos edifícios porque são afloradas na superfície da rua.
Depois do questionamento da CBN, um técnico da Sanasa foi ao local coletar uma amostra da água que brota das minas, que toma conta do subsolo de um dos edifícios da rua.
O líquido passou por análise no laboratório da Sanasa, que atestou que a água não tem características de água cuidada, o que isenta a empresa de responsabilidade através da infiltração ou vazamento no local.
Com informações de Portal CBN


