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Implante é alternativa para pacientes com alta miopia, hipermetropia, astigmatismo, e problemas oculares como ceratocone, distrofias marginais pelúcidas ou síndrome do olho seco. Dr. Guy Romaguera Canto, oftalmologista, detalha processos, riscos e funcionalidades do procedimento
Condições que afetam a visão, como miopia, hipermetropia e astigmatismo, poderão ser corrigidas sem a substituição da lente natural do olho por intermédio do implante de lentes fácicas de câmara posterior. Essas lentes intraoculares são posicionadas atrás da íris e à frente do cristalino natural, conforme definição do glossário da Food and Drug Administration (FDA).
O Conselho Federal de Medicina (CFM) instrui o procedimento desde 2018, conforme parecer da Câmara Técnica de Oftalmologia. O documento enquadra a técnica como alternativa para situações em que a cirurgia refrativa a laser não é indicada, que inclui também córnea anormalmente fina ou de formato irregular, além de problemas oculares como ceratocone, distrofias marginais pelúcidas ou síndrome do olho seco.
O Dr. Guy Romaguera Canto, médico e oftalmologista, explica que o procedimento é cirúrgico, mas minimamente invasivo, feito em centro cirúrgico, com anestesia tópica (colírio), altamente tecnológico e personalizado. “A lente é dobrada, inserida por uma microincisão, posicionada com extrema precisão e começa a atuar em poucos minutos, funcionando como uma ‘lente de contato interna’ que ajusta o grau diretamente dentro do olho”.
De acordo com o médico, durante o planejamento, é calculado o tamanho exato da lente, a curvatura e o posicionamento ideal, para que a circulação do humor aquoso — líquido que nutre a córnea e o cristalino e ajuda a manter a pressão intraocular — ocorra adequadamente, não haja pressão sobre o cristalino e se assegure a máxima estabilidade da lente.
O especialista esclarece que o procedimento é indicado para pacientes que não podem se submeter à cirurgia a laser porque esse tipo de intervenção depende da espessura e da regularidade da córnea. Como a lente fácica não interfere na córnea, a técnica se apresenta como alternativa para casos em que não existe segurança estrutural para o laser, principalmente para pacientes que procuram correção visual sem o uso de óculos.
Benefícios e riscos da cirurgia
Conforme o Dr Guy Romaguera Canto, o principal benefício para o paciente submetido ao procedimento é a melhora significativa da qualidade da visão, principalmente à noite, em contraste e nitidez em graus elevados. Além disto, a córnea não sofre desgaste, o procedimento é reversível e a recuperação é rápida.
“O paciente elimina a dependência de óculos ou lentes de contato. Para muitos, é literalmente uma mudança de vida. As lentes fácicas conseguem corrigir miopia de aproximadamente -1.0 até -25 graus, ou mais, dependendo do modelo, astigmatismo associado e alguns casos de hipermetropia”, detalha o especialista.
O médico ressalta que a indicação do implante de lentes fácicas de câmara posterior não depende somente do grau do paciente, mas principalmente da anatomia do olho, ou seja, são consideradas profundidade da câmara anterior, espaço atrás da íris, saúde do endotélio e posição do cristalino.
“É por isso que essa cirurgia exige exames de altíssima precisão, como tomografia do segmento anterior. Como toda cirurgia, existem riscos, os quais são minimizados com seleção rigorosa do paciente, medidas exatas da anatomia ocular, uso de lentes de última geração e acompanhamento pós-operatório adequado”, afirma o oftalmologista
De acordo com o especialista, os principais riscos incluem aumento da pressão ocular, inflamação e raramente, catarata precoce. No entanto, para ele, quando indicada corretamente, a lente fácica é uma das cirurgias mais seguras da oftalmologia moderna.
“As lentes fácicas são hoje a solução mais adequada para pacientes que achavam que nunca poderiam se livrar dos óculos por terem grau alto ou córnea fina. É uma tecnologia que coloca essas pessoas no mesmo patamar visual de quem pode fazer a cirurgia a laser, ou até melhor”, conclui o Dr Guy Romaguera Canto.
Imagem: Propaganda
Mais em: Dr. Guy Romaguera Canto e DINO
Com informações de Revista Campinas


