Candidato à reeleição na presidência da Federação Paulista de Futebol (FPF), Reinaldo Carneiro Bastos promete “unir cada vez mais os clubes, entregando a eles o poder de decisão”. Em entrevista ao Metrópoles, o gestor disse em intensificar a capacitação de profissionais do setor, fortificar o futebol feminino e melhorar a infraestrutura dos estádios e arenas.
Segundo Reinaldo, durante a gestão dele, o número de jogos cresceu 56% e os clubes faturaram mais.
“Tivemos agora a redução de datas dos estaduais, e o Paulistão se reinventou de uma forma única. Conseguimos formatar o campeonato mantendo sua essência, com clássicos e muita rivalidade regional, aliando uma inspiração na Champions League. Seguimos batendo recordes de receitas para os clubes, fomentando toda a base da pirâmide e garantindo aos clubes de elite uma receita incomparável”, pontuou Reinaldo sobre as ações mais recentes.
Leia também O executivo do futebol brasileiro fica à frente da FPF desde 2015, quando assumiu a federação ainda como vice-presidente. O mandato tampão foi cumprido até 2018, ano em que foi eleito através da primeira vez. Reinaldo teve a primeira reeleição em 2022 e, agora, disputa a segunda.
“As entidades máximas do esporte, como a Conmebol e a FIFA, preveem a possibilidade de duas reeleições. Os clubes aprovaram mudança no nosso estatuto que prevê essa possibilidade na FPF. Há agora um desejo manifesto dos clubes para que eu conduza a FPF por mais quatro anos, para passar por todos os desafios que se apresentam. E decidi me candidatar para cumprir essa minha missão”, declarou.
Quais os principais objetivos do senhor, se for reeleito?
Minha missão é continuar o trabalho para unir cada dia mais os clubes, entregando para eles o poder de decisão. Ouvir mais e ouvir sempre é a melhor forma de fazer campeonatos melhores.
O futebol brasileiro passa por uma transformação em termos de calendário e dinâmica das competições, com um crescimento dos campeonatos continentais e mundiais. Compreender este cenário e preservar aos clubes, através de uma gestão profissional, uma estabilidade financeira e esportiva é o grande objetivo de curto período. Solidificar as competições do ponto de vista esportivo e comercial.
E já estamos fazendo isso, inclusive. Mesmo com a redução de datas, aumentamos em 17% as cotas dos clubes por jogo no Paulistão. Só que, este momento de incerteza, quem mais sofre são os clubes de menor poder econômico. É deles a nossa grande atenção. Por isso, produzimos o patrocínio coletivo, em que negociamos espaço na camisa de 46 clubes do A2, A3 e A4. Com isso, conseguimos preservar a esses clubes também aumento de receita em comparação com 2025. Precisamos continuar atentos ao que existe de mais moderno na área digital. Cada dia mais estou convencido de que este é um caminho para gerar mais receitas para os clubes.
Do lado da arbitragem, nosso foco é fazer com que tenhamos acesso às melhores e mais eficientes tecnologias. Atuar também na humanização da relação com esportistas e torcedores para que os árbitros e árbitras, com um mental forte, entreguem trabalho melhor em campo.
A curto/médio período o foco é capacitar os profissionais do futebol. O futebol foi levado por amadores por muito tempo. E isso não cabe mais. Precisamos preservar educação, profissionalização adequadas para quem pretende ingressar no mercado de trabalho. Temos ótimos exemplos do que já temos feito. O Paulinho, executivo do Mirassol realizou vários cursos com a gente na FPF Academia. Entre tantos outros… E precisamos oferecer este serviço ao futebol e a todas as pessoas que atuam neste mercado.
Solidificar ainda mais o futebol feminino é outra grande meta. Competições de base cada dia mais fortes, eventos lúdicos para permitir que as moças joguem cada dia mais futebol… E, claro, preservar uma evolução ininterrupto dos campeonatos adulto, tornando-os cada ano mais rentáveis e competitivos.
O foco também será na melhoria das infraestruturas dos clubes. Trabalhar para termos estádios e arenas mais adequadas para os torcedores, imprensa, esportistas, profissionais do futebol em geral… Além, é claro, de gramados melhores. Por final, a ideia no geral é empoderar os clubes. Tenho certeza absoluta de que apenas com a participação forte e ininterrupto dos clubes o futebol cresce e evolui.
O que os times e os torcedores podem esperar para as próximas temporadas?
Campeonatos cada dia mais emocionantes, interessantes e inovadores. Tivemos agora a redução de datas dos estaduais, e o Paulistão se reinventou de um jeito única. Conseguimos formatar o campeonato mantendo sua essência, com clássicos e muita rivalidade regional, aliando uma inspiração na Champions League. Seguimos batendo recordes de receitas para os clubes, fomentando toda a base da pirâmide e assegurando aos clubes de elite uma receita incomparável.
Podem esperar mais e mais investimento no Futebol Feminino. Fortaleceremos as categorias de base, com campeonatos mais fortes, festivais, torneios… E também um Paulistão extremamente competitivo e atrativo para todos: torcedores, patrocinadores, detentores de direitos de transmissão e imprensa.
Hoje, por exemplo, estou em uma viagem com a CBF, Federações e Clubes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro, visitando a Premier League, Bundesliga e LaLiga. Estamos com uma relação ótima com a nova gestão da CBF, olhando para o presente e futuro do nosso futebol. Algo inédito no Brasil. Temos a obrigação de olhar as melhores referências, que são as ligas europeias, e aplicar no Brasil os melhores exemplos.
Quais os destaques dos últimos anos da sua gestão?
Aumentamos em 56% o número de jogos por ano. Realizamos mais de 5.700 partidas por ano. Quase dobramos o número de competições: de 15 para 27. Só o futebol feminino saltou de 1 competição planejada para 11 competições por temporada. Quase dobramos também o número de clubes com certificado de clubes formador. Eram 14 e temos 27 agora.
Qualificamos nosso quadro de arbitragem. Tinhamos 52 árbitros CBF, sendo 9 mulheres, e 5 FIFA, sendo unicamente uma mulher. Hoje temos 84 árbitros CBF, sendo 17 mulheres, e 10 FIFA, 4 mulheres.
Investimos na produção das transmissões dos jogos. Hoje, todas as competições profissionais do futebol paulista têm transmissão garantida. Produzimos e exibimos mais de 1.300 jogos por ano.
Não à toa, temos o maior canal de YouTube entre entidades esportivas da América Latina, exceto clubes. E temos 8,6 milhões em todos nossos perfis de redes sociais, com altíssimo nível de engajamento.
Nossas competições ganharam proporções inimagináveis, gerando cada dia mais receitas aos clubes. Nos últimos 10 anos, distribuímos aos clubes mais de R$ 2.3 bilhões. A receita dos nossos clubes cresceu 234% nesta década.
Com um novo modelo de distribuição, presente no streaming, na TV aberta, na TV Fechada, no celular e no computador, alcançamos todos os anos mais de 120 milhões de pessoas com as nossas competições. Conversamos hoje com os mais vários públicos, desde o infantil até a 3ª idade, com linguagens diferentes…
Produzimos a FPF Academia, que tem o foco de capacitar os profissionais do futebol, em suas mais diversas regiões. Apenas em 2025 foram 70 cursos, seminários, eventos coordenados através da FPF Academia.
E tudo isso só foi provável porque a FPF hoje é uma entidade completamente profissional, com processos, compliance e repleta de pessoas apaixonadas por fazer futebol.
Como o senhor responde às criticas sobre o fato de que fica no cargo desde 2015?
Eu era vice-presidente e cumpri o mandato tampão até 2018. Fui eleito em 2018 e reeleito em 2022. As entidades máximas do esporte, como a Conmebol e a FIFA, preveem a possibilidade de duas reeleições. Os clubes aprovaram mudança no nosso estatuto que estima essa possibilidade na FPF.
Existe agora um desejo manifesto dos clubes para que eu conduza a FPF por mais 4 anos, para passar por todos os desafios que se apresentam. E decidi me candidatar para cumprir essa minha missão.
Com informações Metropoles



