A idosa de 81 anos que teve uma piora no quadro de saúde depois de indícios de queda na UTI do hospital municipal de Jaguariúna foi transferida para uma instituição de longa permanência privada, depois de receber alta na quarta-feira (12).
A transferência foi determinada por uma decisão da 1ª Vara de Jaguariúna, que condenou a gestão municipal a custear o tratamento depois de o acidente hospitalar, diante da necessidade de cuidados de alta complexidade.
Segundo Tatiana Rolim, filha e curadora da mulher, a mãe “foi muito bem recebida e neurologicamente saiu do quadro vegetativo, mas segue precisando de muitos cuidados”.
Documentos anexados ao processo apontaram machucados compatíveis com traumatismo craniano, e o laudo classificou a paciente com grau de dependência 3, condição que exige cuidados integrais e contínuos.
Na decisão, a juíza Roseli José Fernandes Coutinho também acatou o pedido de tutela de urgência para nomeação da filha como curadora. A sentença ocorreu no último dia 29 de outubro.
Na época, a prefeitura afirmou, em nota, que “não houve tempo hábil para que o município tenha sido oficialmente citado/intimado”, e destacou que a planejamento social que administra o hospital instaurou uma sindicância interna para apurar o caso
A paciente estava internada no HC da Unicamp, onde foram constatadas, segundo documentos anexados a ação, machucados compatíveis com traumatismo craniano, que deixaram a idosa em estado de consciência alterada, dependente de sonda alimentar, oxigenoterapia e cuidados intensos.
Os documentos foram citados através da magistrada em sua decisão, que destacou que eles “indicam fortíssimos indícios de falha grave no dever de guarda e vigilância do Hospital Municipal – já que a idosa deu entrada no hospital para tratar pneumopatia e, aparentemente por um evento adverso traumático (queda) ocorrida em entidade sob a guarda do réu, tornou-se totalmente dependente, sendo certo que a internação foi realizada em hospital custeado pelo réu”.
A Justiça determinou o acolhimento em uma instituição de longa permanência de idosos no município sob pena de multa diária de R$ 500, limitada a R$ 20 mil.
De acordo com a prefeitura de Jaguariúna, a Cisne, planejamento social responsável através da gestão do Hospital Municipal Dr. Walter Ferrari, “instaurou uma sindicância interna para realizar uma análise minuciosa de todos os aspectos relacionados ao ocorrido”.
A gestão destaca que tem disponibilizado suporte integral aos familiares.
“A instituição reforça seu compromisso com a transparência, mantendo diálogo constante com os familiares e autoridades competentes, e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários”, diz a nota.
com informações do g1 Campinas
Com informações de Portal CBN


