As iniciativas de Campinas voltadas ao meio ambiente foram apresentadas terça-feira agora, 11 de novembro, na COP-30, em Belém (PA), durante uma sessão no Pavilhão Ensino Superior através da Ação Climática em São Paulo, na zona azul da Conferência (Blue Zone), setor onde ocorrem as negociações oficiais, com a presença registrada de delegações oficiais, chefes de Estado e observadores autorizados.
O público da Conferência pôde aprofundar seu conhecimento sobre o planejamento ambiental da cidade, que tem a Política Municipal de Meio Ambiente e vários planos e projetos conexos.
Representando a Prefeitura de Campinas, a apresentação foi feita por Ângela Guirao, assessora técnica da Secretaria Municipal do Verde, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SVDS) e Doutora em Ciências. Ela destacou a necessidade da integração desse planejamento com outras políticas públicas municipais, como o Plano Diretor, a Lei de Parcelamento do Solo, o Plano de Segurança Alimentar e o Plano de Resiliência.
“Foi possível mostrar as linhas de conectividade na Região Metropolitana de Campinas e os corredores ecológicos que ligam diversas áreas da cidade, além de projetos como o Parque Linear do Anhumas e da restauração de ecossistemas”, contou Ângela.
A sessão também contou com a participação da pesquisadora Thalita Dalbelo, da Universidade de São Paulo; e de Joana Soares, especialista da RBCC e FLOWREST.
“Os números de Campinas mostram o resultado dessas políticas. Foram restaurados mais de 40 hectares de Áreas de Preservação Permanente e temos mais de 23 passagens de fauna, além de seis resoluções de corredores ecológicos e áreas de conectividade”, pontuou a assessora.
Ao longo do evento, foi enfatizada a contribuição da infraestrutura verde e dos sistemas alimentares sustentáveis para a resiliência urbana e a conservação da biodiversidade.
Comprometimento através do Resfriamento
A sessão “Beat the Heat – Mutirão contra o Calor Extremo” também teve participação da cidade, outra vez representado por Ângela Guirao.
A iniciativa, uma colaboração entre níveis nacional e local, foi criada através da Presidência da COP-30 do Brasil em cooperação com o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), com o auxílio da Coalizão através do Resfriamento (Cool Coalition). O objetivo é apoiar a implementação de ações e amplificar os esforços de governos locais para construir resiliência ao calor com o auxílio de soluções inclusivas e de baixo carbono.
A proposta é celebrar o trabalho que países, cidades e parceiros já vêm realizando, assim como reconhecer iniciativas específicas de resiliência ao calor urbano ou de resfriamento nas quais os municípios possam precisar de apoio.
Como resultado dessa participação, Campinas tornou-se uma das 185 cidades no mundo, e uma das 80 brasileiras, a aderirem ao Comprometimento Global de Resfriamento Subnacional e Nacional. Como município que tem um Plano de Ação Climática (PLAC) e corredores verdes, o município se encaixa em categorias de ação alinhadas aos objetivos do Acordo e conseguirá receber apoio para projetos e políticas atuais e futuras.
Com informações de RMC Urgente


