O sistema de ciclovia em Campinas fica, hoje, com mais de 120 km e abrange ciclovias, ciclofaixas, ciclorrotas e calçadas compartilhadas ou partilhadas. Essa diversidade de infraestruturas permite que os ciclistas se desloquem com mais segurança, conforto e praticidade por várias regiões da cidade.
Cada tipo de trajeto tem uma função específica dentro do sistema. A ciclovia é a via exclusiva e segregada fisicamente do restante do tráfego, promovendo maior proteção ao ciclista. Já a ciclofaixa é uma faixa demarcada na pista comum, reservada para bicicletas, mas ainda dentro da via usada por carros. A ciclorrota funciona como um itinerário sugerido para ciclistas, geralmente em ruas de tráfego mais calmo. As calçadas partilhadas são destinadas exclusivamente aos ciclistas, enquanto as calçadas compartilhadas permitem o uso conjunto de pedestres e bicicletas, com preferência para quem fica a pé.
O sistema de ciclovia em Campinas é dividido em nove grandes sistemas interligados, distribuídos estrategicamente em diferentes regiões da cidade. Um dos destaques é o sistema Campo Grande, que integra rotas como Campina Grande/São Luiz, Praça João Amazonas/Terminal Itajaí e Terminal BRT Campo Grande. Essa conectividade é fundamental para que os usuários consigam fazer trajetos mais longos com segurança e fluidez, utilizando diferentes segmentos da infraestrutura cicloviária.
Outro exemplo importante é o sistema do Parque Prado/Nova Europa, que junta diversas ciclovias por vias conhecidas como Washington Luiz e Baden Powell. A conexão com a Ciclovia da Coudelaria, que chega até Valinhos, amplia o alcance da mobilidade intermunicipal. Isso mostra como o sistema de ciclovia em Campinas vai além dos limites urbanos e proporciona opções sustentáveis de deslocamento para além da cidade, incentivando o uso da bicicleta como forma de transporte diário.
Barão Geraldo, um dos distritos mais conhecidos da cidade, também tem um sistema bem estruturado de ciclovias interligadas, melhorando o acesso ao centro do distrito e ao campus da Unicamp, um dos polos de maior circulação de bicicletas. Já no sistema Sousas/Joaquim Egídio, os trajetos são voltados também ao lazer e ao turismo ecológico, com rotas que atravessam regiões verdes e paisagens rurais.
Investimento crescente
O investimento na malha cicloviária também é uma resposta à crescente demanda dos cidadãos por alternativas sustentáveis e saudáveis de transporte. Com o aumento dos congestionamentos, do custo do combustível e da preocupação com o meio ambiente, cada dia mais pessoas trocam o carro através da bicicleta. E para quem ainda não fica pronto para pedalar nas ruas, a prática em bicicleta ergométrica pode ser um ótimo primeiro passo para ganhar condicionamento físico e confiança antes de confrontar as vias urbanas.
Além de ser uma opção ecológica, o sistema de ciclovia em Campinas proporciona benefícios diretos à saúde dos cidadãos. Pedalar ajuda a melhorar a capacidade cardiorrespiratória, diminuir o estresse, promover o emagrecimento e ainda economizar tempo, principalmente em trajetos curtos. E com a infraestrutura adequada, mais pessoas se sentem encorajadas a aderir à bike como forma de transporte.
Um recurso inestimável para os ciclistas é o Mapa Cicloviário de Campinas, disponível online e com informações detalhadas sobre cada sistema. No mapa, o usuário pode consultar os bairros atendidos, extensão dos trajetos, datas de inauguração e até fazer um tour virtual por intermédio do Google Street View. Isso torna o planejamento de rotas mais fácil e acessível para todos, desde iniciantes até ciclistas experientes.
O futuro da mobilidade urbana depende de escolhas inteligentes e sustentáveis. O sistema de ciclovia em Campinas já é uma referência em políticas públicas que priorizam a bicicleta como forma de transporte. E com a contínua expansão e manutenção desses espaços, o município caminha para se tornar um modelo nacional em mobilidade ativa.
Seja para ir ao trabalho, à escola, ao mercado ou unicamente aproveitar um passeio, pedalar em Campinas hoje é uma experiência muito mais segura e integrada. E tudo isso só é viável graças ao esforço em planejar e executar um sistema cicloviário funcional, conectado e, acima de tudo, pensado para as pessoas.
Com informações de RMC Urgente


