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Modelo regularizado através da Aneel permite acesso ao uso de energia solar mesmo sem investimentos em infraestrutura própria.
Apesar de as usinas hidrelétricas ainda serem as protagonistas, a matriz energética brasileira tem se diversificado. Outras fontes renováveis, como a eólica e a solar, têm concentrado os novos investimentos no setor energético. Os sistemas solares ou fotovoltaicos têm aumentado gradualmente sua participação, disponibilizando benefícios para os consumidores que os adotam.
Atualmente, o Brasil se encontra na 8ª posição no ranking mundial de maiores produtores de energia solar, e, segundo dados da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar), são mais de 3,7 milhões de unidades atendidas por esse tipo de energia, e aproxamadamente 870 mil empregos foram gerados desde 2012 no setor.
Outro impacto nos investimentos no setor se deu através da ampliação de novas maneiras de consumir e gerar energia. O modelo de geração compartilhada, regularizado através da Aneel em 2015, produziu um mecanismo que permitiu pessoas físicas e jurídicas se beneficiarem de sistemas fotovoltaicos, mesmo sem investir na instalação de painéis solares em seus imóveis.
Descubra mais detalhes de como funciona essa modalidade.
O que é energia compartilhada?
O modelo de geração compartilhada de energia foi criado através da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), através da Resolução Normativa 687/2015.
Conforme essa norma, dois ou mais consumidores podem se unir em um grupo, coordenado como consórcio ou cooperativa, para compartilhar energia elétrica que for gerada em outro local, em sistemas de microgeração ou minigeração.
Dessa maneira, os consumidores passam a usar energia limpa e renovável, como a solar, em suas casas e estabelecimentos, através da contratação de energia elétrica solar produzida em uma unidade geradora.
Quais são as exigências para fazer parte do modelo?
A Aneel determina as seguintes diretrizes para a implementação do modelo:
- Ter duas ou mais pessoas, sejam elas pessoas físicas ou jurídicas, interessadas;
- Esses consumidores precisam estar dentro de uma mesma área, sendo atendidos através da mesma companhia de abastecimento;
- Precisam optar por um consórcio ou cooperativa, que será responsável através da formalização do compartilhamento de energia;
- Precisam ter uma unidade de geração distribuída capaz de produzir energia solar, seja ela de microgeração ou minigeração;
- O local de geração deve ser diferente daquele em que a energia é compensada;
- A unidade de geração deve possuir cadastro e situação regularizada com a companhia de distribuição local para que a energia produzida e os créditos gerados não sejam perdidos.
Como funciona o compartilhamento?
As unidades geradoras, que são responsáveis através da produção de energia, transferem a energia que produzem para a rede de distribuição local, atendendo a demanda dos consumidores que contrataram o serviço através de um sistema de créditos, gerando economia em suas faturas mesmo que não tenham um sistema fotovoltaico próprio.
Os consumidores passam a receber duas faturas distintas. Uma da distribuidora, que tem os custos do uso das instalações da rede, impostos e outros encargos, e uma da unidade geradora, através do plano de consumo adquirido e consumo excedente (se tiver).
Quais são as suas vantagens?
A energia solar compartilhada tem várias vantagens, sendo a principal delas a diminuição de custos. Mesmo pagando duas faturas diferentes, os consumidores conseguem economizar, pois as tarifas em um sistema fotovoltaico são mais baixas que as tarifas aplicadas pelas concessionárias de energia.
Além de tudo, neste modelo, os usuários não precisam arcar com grandes riscos, já que podem dividir responsabilidades com outros consumidores e não existe investimento de instalação de infraestrutura em suas propriedades.
O uso de energia renovável, ainda, promove a sustentabilidade e a preservação do meio ambiente. A energia solar tem baixa emissão de carbono, o que impacta na atenuação de problemas climáticos e é uma alternativa que substitui os combustíveis fósseis.
Imagem: Propaganda
Mais em: Órigo Energia e Conversion
Com informações de Revista Campinas


