Procedimentos menos invasivos têm se mostrado eficientes contra a doença e garantido a recuperação do paciente no que diz respeito ao controle de micção e à função sexual; A campanha Novembro Azul busca conscientizar os homens para que o preconceito não impeça o autocuidado
Campinas/SP: O preconceito fica plenamente associado ao câncer de próstata e contribui para manter uma característica bastante negativa dos homens: a negligência com a saúde. O medo gira em torno da perda da função sexual e, consequentemente, da virilidade masculina. Por esta razão, os homens evitam falar sobre o tema e evitam mais ainda os exames de rotina, importantes para o diagnóstico precoce do câncer de próstata. Neste contexto, quando a doença avança e o tratamento é inevitável, novas tecnologias, como a cirurgia robótica, se apresentam como aliadas dos homens nos pós-operatórios. Por ser menos invasiva e mais assertiva, tende a preservar uma recuperação mais rápida, impedindo a incontinência urinária e a disfunção erétil.
A cirurgia robótica para a retirada do tumor na próstata ganhou destaque no começo dos anos de 2020. Embora recente, vem se consagrando como uma ferramenta bastante efetivo no tratamento deste tipo de câncer, mas o alto custo impede que seja incorporada ao SUS. Para André Sasse, oncologista clínico e CEO do Grupo SOnHe, é fundamental que os pacientes tenham acesso a novas tecnologias, em particular quando elas podem contribuir para a qualidade de vida do paciente depois de a cirurgia. “O preconceito cerca o câncer de próstata e quando temos a possibilidade de mostrar ao paciente que ele não vai perder as funções sexuais, conseguimos atrair esse público para os exames de rotina e o tratamento adequado”, alerta Sasse.
No Brasil, o câncer de próstata é o tumor mais frequente entre essa população, depois dos tumores de pele não melanoma. Dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) estimam o diagnóstico de 71.730 casos da doença por ano, entre 2023 e 2025, quando também precisam ser registradas 15.841 mortes através da doença. Mais de 75% dos casos são diagnosticados depois de os 65 anos de idade. A idade avançada é um dos fatores de risco para o desenvolvimento de câncer e boa notícia é que 8 em cada 10 homens que desenvolvem a doença conseguem se curar. O câncer de próstata é 50% mais incidente em homens negros. O mês de novembro recebe a cor azul como forma de conscientizar os cidadãos masculina sobre a necessidade da rotina de exames, eliminando o preconceito em relação aos procedimentos necessários e de hábitos saudáveis de vida. “Exercício físico, alimentação saudável, sono de qualidade para o controle do estresse e rotina de exames. Tudo isso contribui para evitar o câncer”, alerta André Sasse.
Em estágio inicial, o tumor de próstata não apresenta sintomas, mas com a evolução da doença, o paciente pode apresentar vontade frequente de urinar, fluxo urinário fraco o interrompido, sangue na urina ou no sêmen, dores no quadril, nas costas, nas coxas e nos ombros. O tratamento do câncer de próstata é feito por intermédio de cirurgia, quimio ou radioterapia, terapia de supressão androgênica, além de novos agentes hormonais.
O câncer de próstata é diagnosticado por intermédio de biópsia, indicada quando existe suspeita nos exames clínicos de rastreamento, como o toque retal, e através do exame de PSA. Segundo André Sasse, é extremamente importante que o exame de toque seja feito mesmo que o PSA apresente um resultado normal. “É importante reforçar que nem sempre o PSA identifica o tumor, daí a importância do exame clínico”, reforça Sasse.
Sobre o Grupo SOnHe
O Grupo SOnHe – Oncologia e Hematologia é estabelecido por oncologistas e hematologistas que fazem atendimento oncológico alinhado às recentes descobertas da ciência, com tratamento integral, humanizado e multidisciplinar em importantes centros de tratamento de câncer em Campinas, como o Hospital Santa Tereza, Oncologia Vera Cruz, Hospital Puc-Campinas, além do UNACON, em Americana. O Grupo proporciona excelência no cuidado oncológico e na produção de conhecimento de forma ética, científica e humanitária, por intermédio de uma equipe inovadora e sempre comprometida com o ser humano. O SOnHe é estabelecido por 14 especialistas sendo três deles com doutorado e três com mestrado. Fazem parte do grupo os oncologistas André Deeke Sasse, David Pinheiro Cunha, Vinícius Correa da Conceição, Vivian Castro Antunes de Vasconcelos, Rafael Luís, Susana Ramalho, Leonardo Roberto da Silva, Higor Mantovani, Débora Curi, Isabela Pinheiro, Amanda Negrini, Laís Feres e pelas hematologistas Lorena Bedotti e Jamille Cunha. Saiba mais: no portal www.sonhe.med.br e em redes sociais.
Com informações de O Regional


